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Contratação Subsidiada de Especialistas Funcionais por Pequenas Empresas na Nigéria

Avaliação de Impacto
Publicado em 25/06/2026
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Qual era o objetivo?

Aprimorar práticas empresariais de pequenas empresas por meio da contratação subsidiada de um especialista funcional em marketing ou finanças como funcionário da empresa.

Onde e quando?

O Growth and Employment (GEM) foi um programa governamental na Nigéria, financiado pelo Banco Mundial, com o objetivo de apoiar o crescimento de empresas em cinco setores econômicos: manufatura leve, construção, hospitalidade e turismo, tecnologia da informação e comunicação, e entretenimento.

A intervenção de contratação subsidiada de especialistas foi implementada entre março de 2017 e março de 2018, em Abuja e Lagos (Nigéria), por meio de uma plataforma online de serviços empresariais desenvolvida para o programa. Os resultados abaixo referem-se a um estudo experimental Os estudos experimentais utilizam mecanismos aleatórios (isto é, sorteios) para definir quem será e quem não será contemplado por um determinado programa ou política pública, garantindo que as diferenças futuras entre estes grupos possam ser atribuídas com maior credibilidade à intervenção em si — e não a diferenças entre quem é e quem não é "tratado". envolvendo 753 empresas com 2 a 15 trabalhadores, em Abuja e Lagos, acompanhadas entre 2016 e 2019.1

Como era o desenho?

As empresas participantes receberam acesso a uma plataforma online onde podiam escolher uma empresa de recursos humanos para auxiliá-las no recrutamento de um especialista em contabilidade ou em marketing e vendas, que seria contratado como funcionário em tempo integral (pelo menos 5 dias por semana, aproximadamente 40 horas). A empresa de recursos humanos triava candidatos e apresentava uma lista para entrevistas.

As empresas receberam um subsídio total de US$ 1.315 (480.000 nairas), pago em parcelas mensais decrescentes ao longo de 8 meses, começando em US$ 380 no primeiro mês (incluindo a taxa da empresa de recursos humanos e o salário inicial do especialista) e terminando em US$ 55 no último mês. A lógica do subsídio decrescente era permitir que a empresa se habituasse a arcar com uma parcela crescente do salário do especialista. Mensalmente, o especialista reportava as atividades realizadas, a frequência e a confirmação de pagamento.

A maioria das empresas (83%) optou por contratar um especialista em marketing e vendas, em vez de um especialista em contabilidade. As atividades mais frequentes incluíram pesquisa de clientes, uso de mídias sociais para divulgação, implementação de sistemas de relacionamento com clientes, desenvolvimento de novos produtos e ações de promoção de vendas. O custo total do programa foi de aproximadamente US$ 2.000 por empresa.

O que aprendemos com o monitoramento e avaliação?

Foram documentadas, no artigo listado a seguir, as seguintes evidências de monitoramento e impacto:

  • 97% das empresas convidadas contrataram um especialista e 82% mantiveram o trabalhador durante todo o período de 8 meses de subsídio [1];
  • houve aumento de 13% (ou 5,9 pontos percentuais O efeito de um programa em termos percentuais (%) é diferente do efeito do programa em pontos percentuais! Por exemplo, se uma variável binária teria média de 10% na ausência da iniciativa, um impacto de 5 pontos percentuais representa um aumento de 50% (=5/10).) em um indicador agregado de 41 práticas empresariais, 2 anos após o início da intervenção. Esses efeitos persistiram mais de um ano após o término dos subsídios [1];
    • houve, em particular, aumento de 15% (ou 8,3 pontos percentuais) em práticas de marketing e vendas [1];
    • houve, além disso, aumento de 36% (ou 7,9 pontos percentuais) em práticas de marketing digital, com aumentos expressivos na probabilidade de a empresa ter uma página no Facebook (23 pontos percentuais), um perfil no Twitter (14 pontos percentuais) e um perfil no Instagram (12 pontos percentuais) [1];
    • houve aumento de 67% (ou 12 pontos percentuais) em um indicador de práticas empresariais objetivamente verificadas por enumeradores [1];
  • houve aumento de 24% (ou 8,3 pontos percentuais) em um indicador de atividades de inovação — incluindo introdução de novos produtos, melhorias em produtos existentes e novos designs de embalagens [1];
  • houve aumento de 25% em um indicador de efetividade da presença em mídias sociais, avaliado por revisores independentes 2,5 anos após o início da intervenção, com melhorias na qualidade de websites e páginas no Facebook [1];
  • houve aumento de 12% de um desvio-padrão em um indicador agregado de lucros e vendas 2 anos após o início da intervenção, embora a estimativa seja imprecisamente estimada [1];
  • houve aumento de 58% (ou 14 pontos percentuais) na probabilidade de as empresas estarem contratando serviços profissionais por conta própria, mais de um ano após o término dos subsídios. Entre 37% e 48% das empresas mantinham o mesmo funcionário contratado pelo programa [1].

1 Os empreendedores tinham em média 38 anos, 44% eram mulheres, 87% tinham completado o ensino superior e as empresas tinham em média 4,3 funcionários e vendas mensais médias de US$ 3.265.

Quais as fontes da informação?

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