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Programa TECHO de Construção de Moradias em El Salvador

Publicado em 24/02/2024 Atualizado em 27/02/2024
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Qual o objetivo?

Melhorar as condições de moradia em favelas e zonas urbanas de alta vulnerabilidade, em ações conjuntas entre os seus habitantes e jovens voluntários.

Onde e quando?

O modelo do programa de construção de moradias TECHO foi estabelecido pela primeira vez no Chile nos anos 1990 e depois replicado em vários países da América Latina. Os resultados descritos abaixo dizem respeito a um estudo experimental do impacto do programa conduzido em El Salvador entre 2007 e 2010, envolvendo aproximadamente 500 famílias.

Como é o desenho?

O programa teve como focoO programa ainda está em operação. As frases nesse e nos próximos parágrafos estão no passado porque os resultados se referem a como o programa era, no momento e contexto específicos da avaliação de impacto. famílias que residiam nas áreas periféricas das cidades do país. Após a seleção das famílias beneficiárias, realizada após um exercício de diagnóstico e priorização conduzido em conjunto com os habitantes das comunidades, foram erguidas moradias de 18 metros quadrados por equipes de 4 a 8 voluntários.

Apenas cerca de 10% dos custos de material foram repassados aos futuros proprietários, totalizando aproximadamente 100 dólares em valores de 2017, ou o equivalente, à época, a quase 2 vezes o rendimento domiciliar per capita das famílias participantes. Esses materiais incluíram madeira, utilizada nas paredes e no piso, elevado de 30 a 80 cm do chão para proteção contra enchentes e animais, além de painéis de alumínio para o teto. As casas construídas eram facilmente desmontáveis e podiam ser transferidas para um novo local, uma vez que a maioria das famílias contempladas não possuía título formal da terra em que viviam.

O que aprendemos com o monitoramento e avaliação?

Foram documentadas, no artigo listado na seção abaixo, as seguintes evidências a respeito do impacto causal do programa:

  • aumento de 96% a 97% de um desvio-padrãoO desvio-padrão mede a dispersão de valores de uma variável - valores mais altos indicam maior ocorrência de valores longe da média e valores mais baixos refletem maior concentração de valores próximos à média. Para a distribuição normal, ou para distribuições razoavelmente similares a uma normal, um aumento de 10% de um desvio-padrão equivale a um efeito de 4 percentis a partir do percentil 50 - isto é, a passar da posição 50 para a posição 54, em uma fila de 100. em um indicador da qualidade da moradia das famílias participantes, construído a partir de informação sobre o número de cômodos, a qualidade do assoalho, paredes e telhado, e o número de janelas, aproximadamente 1 ano e meio depois da construção das moradias [1];
  • aumento de 124% de um desvio-padrão em um indicador de satisfação com a vida e, em particular, com a própria moradia, construído a partir da percepção dos moradores sobre a qualidade da mesma e da proteção que ela oferecia contra intempéries, no mesmo horizonte temporal [1];
  • aumento de 21% de um desvio-padrão em um indicador de percepção de segurança dos beneficiários com respeito a si próprios ou às crianças que moravam com eles, no mesmo horizonte temporal [1];
  • redução na incidência de episódios de diarreia e de doenças respiratórias nas crianças que habitavam as casas reformadas, embora os resultados sejam imprecisamente estimadosDiz-se que um resultado estatístico é imprecisamente estimado quando ele também é consistente com valores muito próximos ou muito distantes de um valor de referência (por exemplo, 0), após incorporada à análise as incertezas associadas à generalização para outras amostras de indivíduos de uma população. [1];
  • aumento de 9% de um desvio-padrão em um indicador de participação dos moradores no mercado de trabalho [1].

Quais as fontes bibliográficas dessa informação?

Galiani, S., Gertler, P. J., Undurraga, R., Cooper, R., Martínez, S., & Ross, A. (2017). Shelter from the Storm: Upgrading Housing Infrastructure in Latin American Slums. Journal of Urban Economics, 98, 187-213.

Vídeos

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