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Capacitação em Gestão Empresarial Básica para Micro e Pequenas Empresas de Metalurgia em Gana

Avaliação de Impacto
Publicado em 02/07/2026
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Qual era o objetivo?

Formar habilidades básicas de gestão empresarial e de produção que pudessem melhorar as práticas e o desempenho de micro e pequenas empresas em um cluster industrial.

Onde e quando?

A iniciativa foi implementada em novembro de 2007, no cluster industrial de Suame Magazine, localizado em Kumasi, a segunda maior cidade de Gana. Suame Magazine é conhecido na África Ocidental como um grande aglomerado de oficinas mecânicas e de metalurgia, que produzem uma variedade de produtos metálicos, como parafusos, máquinas de moagem de milho e cofres.

À época, o cluster reunia mais de mil empreendedores de metalurgia registrados na associação local (Ghana National Association of Garages).

Os resultados abaixo referem-se a um estudo experimental O efeito de um programa em termos percentuais (%) é diferente do efeito do programa em pontos percentuais! Por exemplo, se uma variável binária teria média de 10% na ausência da iniciativa, um impacto de 5 pontos percentuais representa um aumento de 50% (=5/10). envolvendo 113 empreendedores do setor de metalurgia, todos do sexo masculino, com idade média de 45 anos e cerca de 14 anos de operação de seus negócios. Uma pesquisa de linha de base Situação inicial observada antes do início de uma política, programa ou intervenção. A baseline serve como ponto de referência para comparar mudanças ao longo do tempo e avaliar se os indicadores de interesse se alteraram após a implementação da intervenção. Em avaliações de impacto, costuma reunir informações sobre os participantes e, quando possível, sobre o grupo de comparação antes do tratamento. foi realizada em 2005 e uma pesquisa de acompanhamento foi conduzida em novembro de 2008, aproximadamente 1 ano após o treinamento.

Como era o desenho?

O programa consistiu em 3 semanas de treinamento em sala de aula, com sessões de 2,5 horas por dia, no período noturno, durante 15 dias úteis, totalizando 37,5 horas de formação. O local foi o Instituto Nacional de Formação Profissional (NVTI) dentro do cluster, para facilitar a participação de empreendedores que trabalhavam durante o dia.

O conteúdo foi dividido em três módulos. O primeiro módulo abordou empreendedorismo, planejamento de negócios e marketing, incluindo a importância de identificar bons clientes e de separar finanças pessoais das empresariais.

O segundo módulo tratou de gestão da produção e gestão da qualidade, apresentando conceitos de produtividade, a diferença entre atividades que agregam e não agregam valor, o método de organização do ambiente de trabalho 5S e a abordagem KAIZEN de melhoria contínua de baixo custo.

O terceiro módulo cobriu registro de transações e custeio, com ênfase em práticas simplificadas de contabilidade.

Os módulos 1 e 3 foram baseados nos manuais do programa Improve Your Business (IYB) e Start Your Business (SYB) da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Os instrutores foram três consultores ganenses selecionados por concurso competitivo, que se comunicaram com os participantes em twi, o idioma local.

As sessões dividiram o tempo de forma equilibrada entre exposições dos instrutores e trabalhos em grupo e debates. O custo total do programa foi de aproximadamente 40 mil dólares, o que representou cerca de 740 dólares por participante.

O que aprendemos com o monitoramento e avaliação?

Foram documentadas as seguintes evidências sobre a capacitação em gestão empresarial básica:

  • a maioria dos empreendedores convidados participou do treinamento e registrou presença integral;
  • 98% consideraram o programa muito importante para seus negócios e 96% ficaram satisfeitos com ele [1];
  • o treinamento teve efeitos positivos e estatisticamente significantes Chamam-se de estatisticamente significantes as estimativas de impacto que são distinguíveis de 0, após incorporadas à análise as incertezas associadas à generalização para outras amostras de indivíduos. sobre a adoção de práticas empresariais recomendadas:
    • a parcela de empreendedores que visitavam clientes periodicamente aumentou de 20% para 51% no grupo de tratamento, contra um aumento de 14% para 21% no grupo de controle [1];
    • a parcela de empreendedores que mantinham registros de transações aumentou de 28% para 64% no grupo de tratamento, contra um aumento de 24% para 30% no grupo de controle [1];
    • a parcela de empreendedores que analisavam rotineiramente seus registros aumentou de 21% para 55% no grupo de tratamento, contra um aumento de 15% para 18% no grupo de controle [1];
  • nenhum dos empreendedores que participaram do treinamento encerrou suas atividades, enquanto cerca de 10% das empresas no grupo de controle foram fechadas;
  • a diferença na taxa de sobrevivência entre os dois grupos é estatisticamente significante e corresponde a um aumento de 8 a 9 pontos percentuais O efeito de um programa em termos percentuais (%) é diferente do efeito do programa em pontos percentuais! Por exemplo, se uma variável binária teria média de 10% na ausência da iniciativa, um impacto de 5 pontos percentuais representa um aumento de 50% (=5/10). na probabilidade de sobrevivência [1];
  • em termos de desempenho financeiro, os efeitos estimados são positivos, mas sua significância estatística depende da amostra considerada:
    • na amostra que exclui fundidores que receberam outro treinamento e empreendedores que foram despejados de suas instalações, o efeito estimado sobre o lucro bruto anual é de 13.465 cedis ganenses (cerca de 18 vezes o custo do treinamento por participante), com significância estatística a 10% [1];
    • na amostra completa, os efeitos sobre vendas, valor adicionado e lucro bruto são positivos, mas estatisticamente insignificantes, resultado atribuído pelos autores à grande variação nos resultados entre os participantes [1];
  • a análise de efeitos heterogêneos sugere que o treinamento teve efeitos mais fortes sobre o desempenho financeiro de empreendedores com menos anos de escolaridade, possivelmente porque empresas maiores, geridas por empreendedores mais escolarizados, enfrentam maior dificuldade em motivar seus trabalhadores a adotar novas práticas [1];
  • entre os empreendedores que participaram do treinamento, mais de um terço não adotou nenhuma das práticas recomendadas, o que contribuiu para a grande variabilidade nos resultados e para a imprecisão das estimativas de impacto sobre o desempenho financeiro [1].

Quais as fontes da informação?

  1. Mano, Y., Iddrisu, A., Yoshino, Y., & Sonobe, T. (2012). How Can Micro and Small Enterprises in Sub-Saharan Africa Become More Productive? The Impacts of Experimental Basic Managerial Training. World Development, 40(3), 458-468.
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