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Campanha Escolar de Informação sobre Risco Relativo à Contração do HIV no Quênia

Publicado em 23/12/2022
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Qual o objetivo?

Diminuir a incidência de HIV/AIDS entre adolescentes.

Onde e quando foi implementado?

A campanha ocorreu em 2004 em escolas de dois distritos rurais do oeste do Quênia, Bungoma e Butere/Mumias.

Como é o desenho?

A campanha consistiu no fornecimento de informação a adolescentes do 8º ano sobre a prevalência do HIV, desagregada por faixa etária e sexo. Tais informações normalmente não são dadas aos adolescentes por seus professores, mesmo nas escolas que incluem o currículo oficial de HIV.

A campanha foi conduzida por profissionais treinados pela organização não-governamental International Child Support, que visitou cada uma das escolas e, com a autorização dos professores, interagiu com os alunos por um período de 40 minutos. No início do período, os alunos foram solicitados a preencher uma pesquisa anônima para determinar o quanto eles sabiam sobre a distribuição do HIV na população queniana. Após a pesquisa, os alunos assistiram a um vídeo educacional de 10 minutos sobre homens mais velhos que tentam ter relações sexuais com adolescentes. O foco do vídeo nesse grupo de homens deveu-se ao fato de que eles possuem altas chances de transmitir o vírus para as jovens.

No vídeo, chamado “Sara: The Trap” (ou "Sara: A Armadilha", em tradução livre para o português), a personagem Sara é abordada por Mbutu, um comerciante local, que tenta se relacionar sexualmente com ela. Na ocasião, e como forma de convencê-la, Mbutu se oferece para pagar os estudos de Sara, além de outros presentes. Na escola, Sara conta aos amigos o que aconteceu, e as meninas no pátio da escola exibem presentes que receberam ao se envolver em situações desse tipo. Mais tarde, Sara vai ao mercado para fazer compras, e Mbutu tenta convencê-la a encontrá-lo naquela noite com presentes. Mas, com a ajuda de seus amigos, Sara é capaz de sabotar o plano de Mbutu de estuprá-la e expô-lo a seus colegas aldeões.

A exibição do vídeo foi seguida de uma discussão aberta sobre sexo. Durante a discussão, os profissionais ligados ao projeto compartilharam os resultados de estudos realizados no Quênia, Zâmbia e Zimbábue sobre o papel do sexo entre gerações na disseminação do HIV. Em particular, o oficial escreveu na lousa as taxas detalhadas de prevalência do HIV, desagregadas por gênero e faixa etária, na cidade vizinha de Kisumu, uma cidade bem conhecida pelos estudantes. De acordo com a política do governo queniano, os funcionários do projeto que conduzem o programa não forneceram informações sobre preservativos nem demonstraram como usar preservativos, mas responderam cientificamente às perguntas dos alunos sobre o uso dos mesmos.

O que aprendemos com o monitoramento e a avaliação?

Foram documentadas, no artigo listado na seção abaixo, as seguintes evidências a respeito do impacto causal da campanha em adolescentes matriculados nas escolas participantes:

De onde vem essa informação?

  1. Dupas, P. (2011). Do Teenagers Respond to HIV Risk Information? Evidence from a Field Experiment in Kenya. American Economic Journal: Applied Economics, 3(1), 1-34.

Material complementar

Estamos trabalhando para que as páginas contemplem toda a evidência documentada sobre o tema e estejam sempre atualizadas. Se você quiser sugerir algum artigo, entre em contato.