Assistência Intensiva à Busca de Emprego para Trabalhadores Recém-Desempregados na Dinamarca
Assistência Intensiva à Busca de Emprego para Trabalhadores Recém-Desempregados na Dinamarca
Qual era o objetivo?
Apoiar trabalhadores recém-desempregados na busca por emprego por meio de orientação intensiva, monitoramento de busca e encaminhamento a vagas.
Onde e quando?
A intervenção dinamarquesa de ativação para trabalhadores recém-desempregados foi implementada, no experimento avaliado, entre novembro de 2005 e fevereiro de 2006 nos condados de Storstrøm e Jutlândia do Sul, na Dinamarca.
As informações abaixo referem-se a um estudo experimentalOs estudos experimentais utilizam mecanismos aleatórios (isto é, sorteios) para definir quem será e quem não será contemplado por um determinado programa ou política pública, garantindo que as diferenças futuras entre estes grupos possam ser atribuídas com maior credibilidade à intervenção em si — e não a diferenças entre quem é e quem não é "tratado". que utiliza dados administrativos de 40.403 indivíduos que solicitaram benefícios de desemprego entre novembro de 2005 e fevereiro de 2006, incluindo 3.751 participantes do experimento nos condados de Storstrøm e Jutlândia do Sul, além de coortes pré-experimento e dados mensais de vagas abertas por condado entre janeiro de 2004 e novembro de 2007.
Como era o desenho?
A intervenção era direcionada a trabalhadores que acabavam de entrar no desemprego e passavam a receber benefícios. Aproximadamente uma semana e meia após o início do desemprego, os selecionados recebiam uma carta explicando o conteúdo do programa e a expectativa de participação.
Após cinco a seis semanas de desemprego, os participantes deveriam frequentar um programa de duas semanas de assistência à busca por emprego. Em seguida, tinham reuniões semanais ou quinzenais com um assistente, nas quais eram elaborados planos de busca, o esforço de procura era monitorado e vagas consideradas adequadas eram apresentadas.
Para quem permanecesse desempregado após quatro meses, uma nova etapa de pelo menos três meses era iniciada. Nessa fase, o assistente podia direcionar o trabalhador para mais assistência à busca de emprego, emprego temporário subsidiado no setor público ou privado, treinamento em sala de aula ou formação profissional.
A assistência usual fora do programa previa reuniões com assistente a cada três meses e apoio mais intensivo apenas depois de um ano de desemprego.
O que aprendemos com o monitoramento e avaliação?
Foram documentadas, no artigo listado na seção abaixo, as seguintes evidências de monitoramento e impacto:
- o experimento incluiu 3.751 trabalhadores recém-desempregados nos condados de Storstrøm e Jutlândia do Sul, dos quais 1.814 foram designados ao programa de ativação e 1.937 à assistência usual [1];
- o programa acelerou a saída do desemprego nos primeiros meses de acompanhamento [1];
- em relação à assistência usual no mesmo mercado local, os participantes tiveram aumento de 9,2 pontos percentuaisO efeito de um programa em termos percentuais (%) é diferente do efeito do programa em pontos percentuais! Por exemplo, se uma variável binária teria média de 10% na ausência da iniciativa, um impacto de 5 pontos percentuais representa um aumento de 50% (=5/10). na probabilidade de sair do desemprego em até 3 meses [1];
- após 1 ano, os participantes tiveram aumento de 3,9 pontos percentuais na probabilidade de sair do desemprego, e, após 2 anos, o efeito estimado foi de 1,0 ponto percentual [1];
- foram encontradas evidências de deslocamento sobre trabalhadores que não participaram do programa nos condados do experimento [1];
- nos 3 primeiros meses, os não participantes tiveram redução de 3,3 pontos percentuais na probabilidade de sair do desemprego, em comparação com desempregados de outros condados [1];
- após 2 anos, a estimativa para os não participantes foi de redução de 0,6 ponto percentual na probabilidade de sair do desemprego [1];
- não foram encontradas evidências de efeitos estatisticamente significantesChamam-se de estatisticamente significantes as estimativas de impacto que são distinguíveis de 0, após incorporadas à análise as incertezas associadas à generalização para outras amostras de indivíduos. sobre a qualidade do emprego obtido após o desemprego [1];
- as estimativas para rendimentos semanais e horas trabalhadas após a saída do desemprego foram próximas de zero tanto para participantes quanto para não participantes [1];
- houve evidência sugestiva de resposta das firmas à maior intensidade de busca por emprego [1];
- durante o período do experimento, o estoque de vagas nos condados tratados aumentou cerca de 4,7%, mas a estimativa foi imprecisamente estimadaDiz-se que um resultado estatístico é imprecisamente estimado, ou que uma estimativa é imprecisa, quando ele também é consistente com valores distantes de um valor de referência (por exemplo, 0), após incorporada à análise as incertezas associadas à generalização para outras amostras de indivíduos de uma população. [1];
- nos meses posteriores, o aumento relativo das vagas ficou mais evidente, chegando a 18,2% entre maio e junho de 2006 [1];
- as simulações estruturais indicaram que a expansão ampla do programa poderia reduzir o bem-estar agregado [1];
- no modelo de equilíbrio estimado, o aumento da intensidade de busca gerou efeitos de congestionamento no mercado de trabalho, de modo que a implementação em larga escala reduziu o bem-estar em cerca de 0,6% da produtividade mensal média por trabalhador [1];
- uma análise microeconométrica parcial, que ignora efeitos de equilíbrio e compara apenas participantes e não participantes, levaria à conclusão oposta, apontando ganhos fiscais positivos por participante [1].
Quais as fontes da informação?
- Gautier, P., Muller, P., van der Klaauw, B., Rosholm, M., & Svarer, M. (2018). Estimating equilibrium effects of job search assistance. Journal of Labor Economics, 36(4), 1073–1125.
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