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Assistência à Busca de Emprego para Pessoas Desempregadas na Irlanda — NEAP

Avaliação de Impacto
Publicado em 25/08/2026
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Qual era o objetivo?

Apoiar pessoas desempregadas na busca por trabalho, por meio de entrevistas de ativação, orientação e encaminhamento a oportunidades de emprego ou treinamento.

Onde e quando?

O National Employment Action Plan (NEAP) passou a operar de forma ampla na Irlanda em 1998.

O estudo avalia sua componente de assistência à busca de emprego, oferecida a beneficiários de seguro-desemprego após cerca de 13 semanas no registro oficial de desemprego, em um período no qual o monitoramento e as sanções eram mínimos.

As informações abaixo referem-se a um estudo observacionalOs estudos observacionais analisam dados coletados em situações em que os pesquisadores não têm controle sobre a exposição dos indivíduos à política ou ao programa social, baseando-se na observação das associações entre variáveis em seus contextos naturais. Nesse tipo de estudo, que frequentemente recebe o nome de "experimento natural" ou "quase-experimento", diferenças entre os grupos podem ser influenciadas por fatores que limitam a capacidade de estabelecer relações causais entre o programa e resultados de interesse. Estudos observacionais se apoiam nas metodologias modernas de inferência causal para contornar esse problema, construindo contrafactuais convincentes. que utiliza dados administrativos longitudinais e questionários aplicados a indivíduos que solicitaram benefícios de desemprego entre setembro e dezembro de 2006, acompanhados em registros semanais até julho de 2008.

A amostra dinâmica principal incluiu cerca de 6.600 pessoas elegíveis, comparando beneficiários encaminhados à entrevista e à assistência com beneficiários elegíveis que não foram encaminhados por falhas administrativas.

Como era o desenho?

Pelo NEAP, beneficiários de Jobseeker’s Allowance ou Jobseeker’s Benefit deveriam ser encaminhados pelo órgão de benefícios, após cerca de 13 semanas no registro de desemprego, ao serviço público de emprego então operado pela FÁS.

O encaminhamento começava por uma carta e era seguido por uma entrevista de ativação, normalmente algumas semanas depois.

A entrevista buscava iniciar um processo de reinserção no mercado de trabalho. A assistência podia incluir orientação e aconselhamento, apoio à busca de emprego, elaboração de planos de ação, indicação de vagas, encaminhamento a treinamento, colocação em experiência profissional ou ofertas de emprego.

O conteúdo específico variava conforme a avaliação do técnico responsável e as necessidades percebidas de cada beneficiário.

Na prática observada pelo estudo, a entrevista inicial era o único contato quase obrigatório com o serviço de emprego. As atividades posteriores eram majoritariamente voluntárias, e a recusa em participar de novas etapas ou em buscar emprego raramente era acompanhada por sanções, em um contexto de monitoramento pouco frequente.

O que aprendemos com o monitoramento e avaliação?

Foram documentadas, no artigo listado na seção abaixo, as seguintes evidências de monitoramento e impacto:

  • o programa operava em um regime de baixa condicionalidade, com monitoramento pouco frequente e sanções praticamente inexistentes para não cumprimento de exigências de busca de emprego [1];
  • a assistência à busca de emprego reduziu a saída do desemprego para o emprego no horizonte de 12 meses [1];
  • na estimativa por pareamento de vizinho mais próximo, houve redução de 11,2 pontos percentuaisO efeito de um programa em termos percentuais (%) é diferente do efeito do programa em pontos percentuais! Por exemplo, se uma variável binária teria média de 10% na ausência da iniciativa, um impacto de 5 pontos percentuais representa um aumento de 50% (=5/10). na probabilidade de sair do desemprego para o emprego antes de 12 meses [1];
  • na estimativa por kernel, houve redução de 12,4 pontos percentuais na mesma probabilidade [1];
  • os efeitos negativos persistiram em horizontes mais longos, ainda que com menor magnitude [1];
  • houve redução de 10,7 pontos percentuais na saída para emprego até 15 meses, na estimativa por pareamento de vizinho mais próximo [1];
  • houve redução de 6,7 pontos percentuais na saída para emprego até 18 meses, na mesma especificação [1];
  • os resultados se mantiveram após testes de robustez para seleção amostral, balanceamento entre tratamento e controle e viés por heterogeneidade não observada [1];
  • os autores interpretam os resultados como evidência de que a entrevista de ativação pode ter informado os participantes sobre a baixa probabilidade de monitoramento e sanção, reduzindo sua intensidade de busca por trabalho nesse contexto institucional [1].

Quais as fontes da informação?

  1. McGuinness, S., O’Connell, P. J., & Kelly, E. (2019). Carrots, No Stick, No Driver: The Employment Impact of Job Search Assistance in a Regime with Minimal Monitoring and Sanctions. Journal of Labor Research, 40, 151–180.
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