Assistência à Busca de Emprego para Beneficiários do Seguro-Desemprego nos Estados Unidos — Nevada REA
Assistência à Busca de Emprego para Beneficiários do Seguro-Desemprego nos Estados Unidos — Nevada REA
Qual era o objetivo?
Acelerar a recolocação de beneficiários do seguro-desemprego por meio de revisão obrigatória de elegibilidade, verificação de busca ativa por trabalho e aconselhamento individualizado para reemprego.
Onde e quando?
O programa de Reemployment and Eligibility Assessment (REA) de Nevada foi implementado em 2009 nas regiões metropolitanas de Las Vegas-Henderson-Paradise e Reno, nos Estados Unidos, durante a Grande Recessão.
A intervenção atendeu beneficiários do seguro-desemprego que começaram a receber benefícios em Nevada entre julho e dezembro de 2009 e eram elegíveis para participação no programa.
As informações abaixo referem-se a um estudo experimentalOs estudos experimentais utilizam mecanismos aleatórios (isto é, sorteios) para definir quem será e quem não será contemplado por um determinado programa ou política pública, garantindo que as diferenças futuras entre estes grupos possam ser atribuídas com maior credibilidade à intervenção em si — e não a diferenças entre quem é e quem não é "tratado". que utiliza dados administrativos do seguro-desemprego e registros fiscais vinculados. A avaliação de curto e médio prazo acompanha 31.793 beneficiários do seguro-desemprego nos seis trimestres após a entrada no programa. A avaliação de longo prazo acompanha 32.751 pessoas, das quais 4.673 foram designadas ao grupo de tratamento e 27.153 ao grupo de controle, com registros fiscais de 2001 a 2017.
Como era o desenho?
O programa atendia novos beneficiários do seguro-desemprego que não estavam em dispensa temporária, não eram vinculados a sindicatos com intermediação própria de vagas e não participavam de programas de treinamento.
A cada semana, a agência estadual de seguro-desemprego de Nevada sorteava parte dos beneficiários elegíveis para o grupo de tratamento. As pessoas selecionadas recebiam uma carta, enviada no início do período de benefício, convocando-as para uma reunião presencial obrigatória em um escritório público de emprego. A carta informava que o não comparecimento sem justificativa poderia levar à perda de benefícios.
Na reunião, a equipe do programa revisava a elegibilidade do beneficiário, verificando se ele continuava qualificado para receber o seguro-desemprego e se estava realizando busca ativa por trabalho. Pessoas consideradas inelegíveis, ou que não compareciam nem reagendavam a reunião, podiam ser desqualificadas para receber pagamentos adicionais.
Beneficiários aprovados na revisão recebiam serviços de aconselhamento para busca de emprego na própria reunião. A equipe avaliava habilidades e experiência profissional, auxiliava na elaboração de currículo quando apropriado, apoiava a construção de um plano de busca por trabalho e fazia encaminhamentos diretos para vagas compatíveis com o perfil do participante. A reunião durava cerca de uma hora e, em geral, era a única exigência específica do programa.
O que aprendemos com o monitoramento e avaliação?
Foram documentadas, no artigo listado na seção abaixo, as seguintes evidências de monitoramento e impacto:
- 80% dos beneficiários convocados compareceram à reunião obrigatória do programa [1];
- o programa aumentou o acesso a serviços individualizados de busca por emprego: 68,4% das pessoas do grupo de tratamento receberam ao menos um serviço de aconselhamento, em comparação com 9,7% no grupo de controle [1];
- houve redução de 10,4 pontos percentuaisO efeito de um programa em termos percentuais (%) é diferente do efeito do programa em pontos percentuais! Por exemplo, se uma variável binária teria média de 10% na ausência da iniciativa, um impacto de 5 pontos percentuais representa um aumento de 50% (=5/10)., ou 15%, na probabilidade de esgotar os benefícios regulares de seguro-desemprego [1];
- houve redução de 4,4 semanas, ou 12%, no tempo total de recebimento de benefícios regulares e estendidos, e de US$ 1.145, ou 10%, no valor total de benefícios recebidos [1];
- o programa aumentou o emprego nos primeiros trimestres após a entrada: 7,0 pontos percentuais no primeiro trimestre, 8,2 pontos percentuais no segundo trimestre e 4,6 pontos percentuais no sexto trimestre [1];
- houve aumento de US$ 2.607, ou 18%, nos rendimentos acumulados nos seis trimestres após a entrada no programa [1];
- no acompanhamento de longo prazo, o programa aumentou o emprego assalariado em 2010 em 4,2 pontos percentuais, em relação a uma taxa de aproximadamente 70% no grupo de controle [2];
- ao longo dos 8 anos de acompanhamento, o programa aumentou os rendimentos salariais acumulados em US$ 18.879, o equivalente a 83% da média acumulada do grupo de controle [2];
- o programa reduziu o recebimento de seguro-desemprego no primeiro ano após a designação, mas não foram encontradas evidências de efeitos estatisticamente significantes Chamam-se de estatisticamente significantes as estimativas de impacto que são distinguíveis de 0, após incorporadas à análise as incertezas associadas à generalização para outras amostras de indivíduos. sobre recebimento de seguro-desemprego nos anos posteriores [2];
- o programa aumentou a probabilidade de permanência na condição de proprietário de imóvel, a declaração de imposto de renda, o pagamento líquido de impostos federais e a renda individual após impostos [2];
- ao longo dos 8 anos de acompanhamento, os participantes pagaram US$ 4.558 a mais em impostos federais do que o grupo de controle [2];
- a análise de heterogeneidade indicou que os efeitos médios positivos escondem diferenças relevantes: cerca de 30% da amostra apresentou efeitos positivos de longo prazo maiores que a média sobre emprego, enquanto aproximadamente 40% apresentou efeitos negativos de longo prazo sobre emprego [2].
Quais as fontes da informação?
- Michaelides, M., & Mueser, P. R. (2018). Are reemployment services effective? Experimental evidence from the Great Recession. Journal of Policy Analysis and Management, 37(3), 546–570.
- Manoli, D. S., Michaelides, M., & Patel, A. (2023). Long-Term and Heterogeneous Effects of Job-Search Assistance. NBER Working Paper No. 24422. Revised May 2023.
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