Mobilidade social e inclusão produtiva das famílias de baixa renda
Autoria: Pedro H. Chaves Maia, Leandro P. da Rocha e Fernando Veloso
Edição: 1ª
Publicado em: abril 2026
Neste artigo, articulamos duas abordagens complementares para compreender as trajetórias de pessoas oriundas da pobreza no Brasil. A primeira abordagem, representada pelo “Atlas da Mobilidade Social”, trata de uma medida de mobilidade intergeracional relativa, útil para comparar estruturas de oportunidade entre territórios. A segunda, desenvolvida no estudo “Bolsa Família: Primeiras Gerações” e representada pela taxa de formalização dos filhos da primeira geração de beneficiários do PBF, trata de uma inclusão produtiva no território. Essas duas lentes, olhadas em conjunto, permitem uma análise exploratória sobre os caminhos da superação da pobreza.
Os resultados sugerem uma relação positiva entre mobilidade e inclusão produtiva. Municípios com maiores taxas de formalização dos jovens oriundos do Bolsa Família tendem a apresentar, em média, maiores níveis de mobilidade intergeracional. Os municípios que atingem simultaneamente mobilidade social e inclusão produtiva são, sobretudo, aqueles com alta cobertura educacional e boas condições do mercado de trabalho local. Para além do aspecto territorial, também identificamos que há uma persistente associação positiva entre o nível de escolaridade individual e o respectivo grau de inclusão produtiva.
Os resultados sugerem que políticas que tenham o objetivo de aumentar a mobilidade intergeracional e a inclusão produtiva devem incorporar em seu desenho informações sobre o perfil dos indivíduos e das localidades em que residem. Nesse sentido, concluímos o artigo com 3 recomendações gerais para políticas públicas.
Boa leitura!