Centros Educacionais Mindspark para Aprendizado no Contra-Turno em Déli

Data de publicação: 30/03/2022

Data da última atualização: 25/10/2022

Qual o objetivo?

Usar a tecnologia para individualizar o processo de aprendizagem de modo eficaz e escalável nas escolas, criando condições para práticas pedagógicas de maior efetividade.

Onde e quando foi implementado?

A tecnologia educacional Mindspark foi desenvolvida por uma empresa líder de educação indiana chamada Educational Initiatives (EI) e implementada nos anos de 2015 e 2016 em Delhi, Índia, focados em atender escolas públicas de Ensino Fundamental II.

Como é o desenho?

A tecnologia educacional Mindspark consiste em um software de aprendizagem que usa um extenso banco de dados de perguntas e respostas de alunos para monitorar o nível de aprendizado inicial e a taxa de progresso, e personalizar dinamicamente o material veiculado para corresponder ao nível e taxa de progresso feito por cada aluno individualmente. O software é interativo, pode ser usado com e sem conexão com a Internet, e inclui avaliação contínua, além de jogos instrucionais, vídeos e atividades com as quais os alunos aprendem por meio de instruções pedagógicas e devolutivas rápidas.

A implementação da tecnologia aconteceu em centros ligados à empresa EI localizados em bairros de baixa renda, no contra-turno escolar. Os alunos de 6º ao 9º ano que escolheram se inscrever selecionaram uma grade horária para instrução de 90 minutos que estaria reservada em 6 dias por semana. O tempo total de instrução foi dividido em 45 minutos de instrução utilizando o software e 45 minutos de estudo em grupo supervisionado por um instrutor. Os centros cobravam uma taxa subsidiada que equivalia a 3 dólares americanos (em valores de 2019) por mês, e a intervenção isentou parte dos alunos do pagamento dessa taxa.

No tempo destinado à instrução auxiliada pelo software, cada aluno foi atribuído a um computador equipado com o software e com fones de ouvido, que lhe apresentava atividades de treino em Matemática, Língua Hindi e Inglês. Dois dias da semana foram designados para Matemática, dois dias para Hindi, um dia para Inglês, e, em um dia da semana, os alunos podiam escolher a matéria a ser estudada durante a sessão.

Já o componente de instrução em grupo incluía todos os alunos inscritos em um determinado horário, normalmente em grupos de aproximadamente 15 alunos. Os instrutores, que atuavam individualmente no exercício das funções de tutoria, foram contratados localmente e eram responsáveis por acompanhar os alunos enquanto eles estivessem trabalhando no software, fornecendo a instrução em grupo, facilitando o funcionamento diário dos centros e incentivando a frequência e retenção dos alunos inscritos. Além disso, os instrutores davam suporte supervisionado para lição de casa e revisão de conceitos básicos de ampla relevância para todas as crianças, neste caso sem personalização individual.

O que aprendemos com o monitoramento e avaliação?

Foram documentadas, no artigo publicado listado na seção abaixo, as seguintes evidências a respeito do monitoramento e do impacto causal da entrega de vouchers a alunos do 6º ao 9º ano para frequentar os centros gratuitamente:

  • período médio de presença de aproximadamente 50 dias nos centros de implementação, dentre o total possível de 90 dias [1];
  • aumento de 37% de um desvio padrão em um exame padronizado de Matemática e de 23% de um desvio-padrão em um exame padronizado de Língua Hindi, após 4 meses e meio de abertura dos centros [1];
  • os efeitos descritos acima nos exames padronizados indicam que os alunos que receberam a gratuidade progrediram cerca de duas vezes mais em Matemática e cerca de 2 vezes e meia mais em Língua Hindi, quando comparados com o que teriam aprendido na ausência da gratuidade para frequentar os centros [1];
  • há evidências de que os alunos com nível inicial de aprendizado muito baixo (primeiro tercil) não teriam tido nenhum progresso em termos de aprendizado durante o período da intervenção, o que sugere, nesse grupo, uma importância particular com respeito aos ganhos relativos gerados pelos centros e um alto potencial de estimular práticas pedagógicas capazes de contemplar, no início do ano, e equalizar, ao final do ano, diferenças de aprendizado [1].
De onde vem essa informação?
  1. Muralidharan, K., Singh, A., & Ganimian, A. J. (2019). Disrupting Education? Experimental Evidence on Technology-aided Instruction in India. American Economic Review, 109(4), 1426-60.
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