Programa Women's Leadership in Small and Medium Enterprises de Capacitação Empresarial no Quirguistão
Programa Women's Leadership in Small and Medium Enterprises de Capacitação Empresarial no Quirguistão
Qual era o objetivo?
Fortalecer o capital humano e gerencial de mulheres empreendedoras donas de pequenas e médias empresas, de modo a melhorar suas práticas de gestão e promover o crescimento dos negócios.
Onde e quando?
O programa Women’s Leadership in Small and Medium Enterprises (WLSME) foi implementado em todo o território do Quirguistão, de setembro de 2013 a setembro de 2015, por meio de uma parceria entre a USAID, a ACDI/VOCA e o Bai-Tushum Innovations Fund. Os resultados abaixo referem-se a um estudo experimentalOs estudos experimentais utilizam mecanismos aleatórios (isto é, sorteios) para definir quem será e quem não será contemplado por um determinado programa ou política pública, garantindo que as diferenças futuras entre estes grupos possam ser atribuídas com maior credibilidade à intervenção em si — e não a diferenças entre quem é e quem não é "tratado". envolvendo 843 mulheres empreendedoras dos setores de turismo e confecção, com coletas de dados de acompanhamento realizadas ao fim da intervenção (agosto-outubro de 2015), 12 meses após a intervenção (agosto-outubro de 2016) e 24 meses após a intervenção (agosto-outubro de 2017).
Como era o desenho?
O programa teve como foco mulheres com pelo menos 18 anos de idade, que eram proprietárias ou gestoras de pequenas e médias empresas nos setores de confecção e turismo, com pelo menos um funcionário que não fosse membro da família. As participantes tinham, em média, 45 anos, 79% eram casadas, 48% tinham ensino superior completo, e seus negócios estavam em operação há, em média, 7 anos, empregando aproximadamente 4 trabalhadores não familiares em tempo integral. O desenho da capacitação foi elaborado a partir de uma avaliação de necessidades junto às potenciais participantes.
O primeiro componente do programa consistiu em sessões de capacitação empresarial de 6 horas por dia, com um mínimo obrigatório de 4 dias (24 horas) e possibilidade de extensão de até 72 horas por participante. Foram oferecidos 6 módulos: marketing, planejamento financeiro, gestão de recursos humanos, produtividade e competitividade, contratos e negociações, e planejamento de negócios. A capacitação foi guiada pela demanda e orientada ao mercado, de modo que as participantes tinham flexibilidade para escolher os módulos de acordo com seus interesses. As sessões foram altamente interativas e práticas, com material teórico mínimo, e adaptadas aos desafios específicos enfrentados por mulheres empreendedoras nos setores de confecção e turismo.
O segundo componente do programa foi um seminário obrigatório de planejamento de negócios, com duração de 3 dias (18 horas no total). O objetivo do seminário foi equipar as empreendedoras com conhecimentos sobre metodologias de planejamento empresarial e com habilidades práticas para a aplicação de instrumentos e ferramentas voltados ao crescimento e desenvolvimento de suas empresas. As participantes tiveram tempo durante o seminário para elaborar planos de negócios para suas empresas e deviam concluí-los em até 3 semanas após o treinamento. Participantes que completaram pelo menos 24 horas de capacitação e o seminário de planejamento receberam um certificado de conclusão em cerimônia de premiação.
O que aprendemos com o monitoramento e avaliação?
Foram documentadas, no artigo listado na seção abaixo, as seguintes evidências a respeito do monitoramento e do impacto causal do programa de capacitação empresarial sobre as empreendedoras participantes:
- 81% das empreendedoras designadas para o grupo de tratamento participaram de pelo menos uma sessão do programa, e 67% completaram todas as etapas da capacitação [1];
- a taxa de resposta na pesquisa de acompanhamento foi de 82% ao fim da intervenção, 84% após 12 meses e 76% após 24 meses, sem diferenças significativas entre os grupos [1];
- não foram encontradas evidências de efeitos sobre vendas ou lucros médios em nenhuma das 3 rodadas de acompanhamento, incluindo horizontes de até 24 meses após a intervenção [1];
- houve efeitos positivos sobre investimentos em mão de obra no médio e longo prazo:
- houve aumento de 23% (ou 0,32 trabalhadores) no número de trabalhadores domiciliares remunerados, 12 meses após a intervenção [1];
- houve aumento de 22% (ou 0,28 trabalhadores) no número de trabalhadores domiciliares remunerados e de 15% (ou 0,18 trabalhadores) no número total de trabalhadores contratados, 24 meses após a intervenção, sugerindo que membros da família que antes apenas ajudavam no negócio passaram a ser remunerados e que, no longo prazo, as empresas começaram a contratar novos funcionários [1];
- houve aumento de 20 pontos percentuais na probabilidade de a microempresa ultrapassar o limiar de 5 trabalhadores remunerados que a classificaria como pequena ou média empresa, 24 meses após a intervenção [1];
- houve aumento de 11 pontos percentuais na probabilidade de compra de matérias-primas, bens ou equipamentos para o negócio ao fim da intervenção, mas esse efeito não foi sustentado nos acompanhamentos subsequentes [1];
- os resultados sobre tomada de decisão foram inconsistentes ao longo das rodadas de acompanhamento:
- houve aumento de 7,2 pontos percentuais na probabilidade de a participante gerenciar vendas e relações com clientes de forma autônoma, ao fim da intervenção, mas esse efeito não foi sustentado nas rodadas subsequentes [1];
- houve aumento de 8,2 pontos percentuais na probabilidade de a participante ter papel decisório sobre solicitação de empréstimos e de 8,7 pontos percentuais na probabilidade de ter papel decisório sobre marketing e publicidade, 24 meses após a intervenção [1];
- houve, no entanto, redução de 9,5 pontos percentuais na probabilidade de a participante decidir sobre seu próprio salário, também 24 meses após a intervenção [1];
- o maior desafio relatado pelas participantes em todas as rodadas de acompanhamento foi o acesso a financiamento, mencionado por 44 a 50% das respondentes como a principal barreira para o crescimento do negócio, e não foram encontrados efeitos do programa sobre o acesso a empréstimos ou sobre a formalização do negócio [1].
Quais as fontes da informação?
- Chong, A., & Velez, I. (2020). Business Training for Women Entrepreneurs in the Kyrgyz Republic: Evidence from a Randomised Controlled Trial. Journal of Development Effectiveness. DOI: 10.1080/19439342.2020.1758750.
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