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Programa Preescolar en la Casa (PelCa) em Comunidades Pobres de Quito

Publicado em 25/03/2024 Atualizado em 25/03/2024
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Qual o objetivo?

Apoiar a construção da autoestima de mulheres, o seu empoderamento frente a processos decisórios na família e na comunidade, e uma relação mais responsiva com seus bebês e crianças.

Onde e quando?

O programa Preescolar en la Casa foi desenvolvido e implementado pela ONG Association of Volunteers in International Service (AVIS), em uma parceria com a Fundación Sembrar, a partir de 2005, em bairros pobres de Quito, no Equador. Os resultados abaixo se referem a um estudo observacional que utiliza dados de inscritos no programa em 2012.

Como é o desenho?

O programa teve por foco crianças de 0 a 5 anos de famílias em áreas de vulnerabilidade e foi implementado em um centro comunitário ligado à ONG AVIS.

Foram realizadas reuniões quinzenais de 2 horas, para grupos de 6 a 8 mães, acompanhadas por suas filhas e filhos. Na primeira parte da reunião, as crianças brincavam em conjunto enquanto as mães liam e discutiam materiais desenvolvidos pela ONG sobre temas ligados a empoderamento, como autocuidado e consciência de suas próprias capacidades, e crescimento pessoal – incluindo investimentos futuros em capital humano.

A segunda parte era estruturada em torno das próprias interações entre mães e filhos, com atividades de brincadeira com fantoches ou blocos de construção.

Na última parte, os orientadores familiares ligados à ONG monitoravam o progresso feito por cada criança e conversavam com as cuidadoras sobre atividades de estimulação infantil realizadas em casa nas últimas semanas, com base em material de sugestões distribuído no início do programa.

O que aprendemos com o monitoramento e avaliação?

Foram documentadas, no artigo listado na seção abaixo, as seguintes evidências a respeito do monitoramento e do impacto causal do programa nos dois anos subsequentes à sua implementação:

  • aumento de 42% (ou 21 pontos percentuaisO efeito de um programa em termos percentuais (%) é diferente do efeito do programa em pontos percentuais. Por exemplo, se uma variável binária tem média de 10%, um efeito de 5 pontos percentuais representa aumento de 50%.) na taxa de mulheres que tinham um emprego e de 15% nos rendimentos auferidos no mercado de trabalho [1];
  • aumento de 25% a 32% de um desvio-padrãoO desvio-padrão mede a dispersão de valores de uma variável - valores mais altos indicam maior ocorrência de valores longe da média e valores mais baixos refletem maior concentração de valores próximos à média. Para a distribuição normal, ou para distribuições razoavelmente similares a uma normal, um aumento de 10% de um desvio-padrão equivale a um efeito de 4 percentis a partir do percentil 50 - isto é, a passar da posição 50 para a posição 54, em uma fila de 100. em um indicador de independência e empoderamento financeiro, construído a partir de informação autoreportada sobre gestão do próprio dinheiro, gestão do tempo dispendido em atividades de trabalho e participação em atividades de estudo e capacitação, no mesmo horizonte temporal [1];
  • aumento de 8,5 a 9,3% de um desvio padrão em um indicador de independência e empoderamento diante de processos decisórios domésticos, construído a partir de informação autoreportada sobre o próprio papel em decisões de escolarização dos filhos, disciplina, gastos gerais e com comida, planejamento familiar e saúde reprodutiva, entre outros [1];
  • não foram encontrados efeitos estatisticamente significantesChamam-se de estatisticamente significantes as estimativas de impacto que são distinguíveis do valor zero, após incorporada à análise as incertezas associadas à generalização para outras amostras de indivíduos. sobre um indicador de habilidades socioemocionais das mães, contendo informação sobre autoestima, autogestão, amabilidade, resiliência emocional e engajamento com os outros [1];
  • aumento de 17% de um desvio padrão em um indicador de frequência de interações e atividades com a criança, como o engajamento com as suas leituras e brincadeiras em casa [1];
  • aumento de 12% de um desvio padrão nas notas em um exame padronizado de Matemática e Língua Espanhola das filhas e filhos das mães contempladas, no mesmo horizonte temporal [1];
  • redução de 73% (ou 6,2 pontos percentuais) na taxa de crianças contempladas que tinham repetido algum ano e de 83% (ou 3,5 pontos percentuais) na taxa das que tinham abandonado temporariamente a escola pelo menos uma vez [1];
  • aumento de 19% em um indicador de atitudes e engajamento da criança com a vida escolar, no mesmo horizonte temporal, embora não tenham sido encontrados efeitos estatisticamente significantes sobre frequência escolar e comportamento em sala [1].

Quais as fontes bibliográficas dessa informação?

Vídeos

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