Modernização do Serviço Público de Emprego para Pessoas Desempregadas na Hungria — HRDOP 1.2
Modernização do Serviço Público de Emprego para Pessoas Desempregadas na Hungria — HRDOP 1.2
Qual era o objetivo?
Modernizar escritórios locais de emprego para ampliar a reinserção laboral de pessoas desempregadas registradas no serviço público de emprego.
Onde e quando?
A medida HRDOP 1.2 foi a segunda fase da modernização do Serviço Público de Emprego da Hungria, implementada entre o segundo semestre de 2004 e o primeiro semestre de 2008, com orçamento de HUF 9,3 bilhões.
As informações abaixo referem-se a um estudo observacionalOs estudos experimentais utilizam mecanismos aleatórios (isto é, sorteios) para definir quem será e quem não será contemplado por um determinado programa ou política pública, garantindo que as diferenças futuras entre estes grupos possam ser atribuídas com maior credibilidade à intervenção em si — e não a diferenças entre quem é e quem não é "tratado". que utiliza dados administrativos agregados de 158 escritórios locais de emprego, comparando os primeiros seis meses de 2004 com os primeiros seis meses de 2008.
Como era o desenho?
A modernização tinha como objetivo reformar a operação dos escritórios locais do Serviço Público de Emprego para melhorar o potencial de reinserção laboral dos clientes registrados.
A fase HRDOP 1.2 contemplou escritórios locais em diferentes regiões da Hungria, incluindo unidades em cidades menores e maiores.
O pacote combinou a introdução de um novo modelo de atendimento com perfilamento de clientes, remodelação interna dos escritórios, instalação de terminais de autoatendimento, adoção de um sistema de garantia de qualidade, treinamento de funcionários e implantação de um sistema integrado de informação.
O programa também afetou o Escritório Nacional de Emprego, que atuava como centro metodológico e de coordenação.
Os componentes foram implementados como parte de um mesmo processo de modernização. Por isso, a evidência disponível se refere ao efeito combinado do pacote, e não permite separar o impacto de cada componente operacional.
O que aprendemos com o monitoramento e avaliação?
Foram documentadas, no artigo listado na seção abaixo, as seguintes evidências de impacto:
- houve aumento nas chances de reemprego dos clientes registrados em escritórios modernizados [1];
- as estimativas finais indicam aumento de 0,30 a 0,48 pontos percentuaisO efeito de um programa em termos percentuais (%) é diferente do efeito do programa em pontos percentuais! Por exemplo, se uma variável binária teria média de 10% na ausência da iniciativa, um impacto de 5 pontos percentuais representa um aumento de 50% (=5/10). na taxa mensal de saída para emprego no mercado aberto, em relação a uma taxa próxima de 5% em 2008 [1];
- em termos agregados, o programa contribuiu para a inserção de parte dos desempregados registrados em escritórios participantes [1];
- entre aproximadamente 263 mil clientes registrados em escritórios participantes no primeiro semestre de 2008, cerca de 800 a 1.200 passaram a trabalhar no mercado aberto em decorrência estimada do programa [1];
- as estimativas implicam redução média de 1,3 a 2,1 meses na duração do período de desemprego para clientes registrados nos escritórios participantes [1];
- os efeitos se concentraram na saída para emprego no mercado aberto, e não em outras rotas de saída do cadastro, como obras públicas, programas ativos de mercado de trabalho ou treinamento [1];
- os impactos foram mais expressivos entre trabalhadores em idade ativa intermediária [1];
- para pessoas de 26 a 50 anos, houve aumento de cerca de 0,34 ponto percentual na saída para emprego no mercado aberto [1];
- para jovens de 15 a 25 anos e pessoas com 50 anos ou mais, não foram encontradas evidências de efeitos estatisticamente significantesChamam-se de estatisticamente significantes as estimativas de impacto que são distinguíveis de 0, após incorporadas à análise as incertezas associadas à generalização para outras amostras de indivíduos. sobre a saída para emprego no mercado aberto [1];
- os autores interpretam a modernização como uma intervenção moderadamente efetiva e relativamente barata, com custo-efetividade comparável à de programas ativos de mercado de trabalho considerados melhores no contexto húngaro [1].
Quais as fontes da informação?
- Cseres-Gergely, Z. (2012). Can the modernisation of a public employment service be an effective labour market intervention? The Hungarian experience, 2004-2008. European Journal of Government and Economics, 1(2), 145–162.
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