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Implementação do Michigan Contraceptive Access, Research, and Evaluation Study (M-CARES)

Avaliação de Impacto
Publicado em 07/01/2026 Atualizado em 07/01/2026
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Qual era o objetivo?

Entender como subsídios para a compra de contraceptivos para mulheres de baixa renda afetaram a escolha do método e a ocorrência de gravidez no futuro.

Onde e quando?

O Michigan Contraceptive Access, Research, and Evaluation Study (M-CARES) foi um estudo experimentalOs estudos experimentais utilizam mecanismos aleatórios (isto é, sorteios) para definir quem será e quem não será contemplado por um determinado programa ou política pública, garantindo que as diferenças futuras entre estes grupos possam ser atribuídas com maior credibilidade à intervenção em si — e não a diferenças entre quem é e quem não é "tratado". implementado entre 2018 e 2023, em parceria com a rede de clínicas de saúde reprodutiva Planned Parenthood of Michigan, envolvendo cerca de 4.192 mulheres de 18 a 35 anos que não estavam grávidas quando da inscrição no estudo, que não planejavam engravidar nos 12 meses subsequentes e que não tinham plano de saúde.

Como era o desenho?

A ideia central do estudo foi estruturar um sistema de distribuição de vouchers para beneficiárias de serviços de saúde reprodutiva e avaliar os seus efeitos. O valor dos vouchers foi determinado após análise individual dos casos e cobria, potencialmente, todos os métodos oferecidos pela Planned Parenthood of Michigan, permitindo que as participantes escolhessem o método que melhor se adequasse às suas preferências e circunstâncias pessoais.

O que aprendemos com o monitoramento e avaliação?

Foram documentadas, no artigo listado na seção abaixo, as seguintes evidências:

  • a iniciativa teve efeitos expressivos sobre o uso de contraceptivos e sobre a escolha específica de método:
    • em particular, a parcela de mulheres que usavam algum tipo de método contraceptivo aumentou em 25 pontos percentuais (ou 69%) [1];
    • embora 70% das mulheres participantes tenham mantido o mesmo método contraceptivo que usavam anteriormente, houve aumento de 12 pontos percentuais (ou de 217%O efeito de um programa em termos percentuais (%) é diferente do efeito do programa em pontos percentuais! Por exemplo, se uma variável binária teria média de 10% na ausência da iniciativa, um impacto de 5 pontos percentuais representa um aumento de 50% (=5/10).) na parcela de mulheres que usavam algum método contraceptivo reversível de longa duração, como dispositivos intrauterinos (DIUs) e implantes hormonais subcutâneos [1]
  • foram observadas reduções de 3,2% (ou de 0,53 pontos percentuaisO efeito de um programa em termos percentuais (%) é diferente do efeito do programa em pontos percentuais! Por exemplo, se uma variável binária teria média de 10% na ausência da iniciativa, um impacto de 5 pontos percentuais representa um aumento de 50% (=5/10).) na incidência cumulativa de gravidezes e de 4,2% (ou de 0,63 pontos percentuais) na incidência cumulativa de abortos para mulheres que tinham recebido acesso aos vouchers, no horizonte de 2 anos após o início da implementação [1];
  • embora tenham sido encontrados efeitos negativos na parcela de mulheres que tinham tido alguma filha ou filho, esses efeitos foram imprecisamente estimadoDiz-se que um resultado estatístico é imprecisamente estimado, ou que uma estimativa é imprecisa, quando ele também é consistente com valores distantes de um valor de referência (por exemplo, 0), após incorporada à análise as incertezas associadas à generalização para outras amostras de indivíduos de uma população. no mesmo horizonte temporal dos resultados imediatamente acima [1].
  1. Apenas cerca de 3% das mulheres participantes trocaram seu método contraceptivo por métodos de menor efetividade após receberem a oportunidade de uso dos vouchers.

Quais as fontes da informação?

  1. Bailey, M. J., Rebolledo, E. B., Gorgulu, D., Figone, K., Lang, V. W., Prettyman, A., & Dalton, V. (2025). Does Increasing Financial Access to Contraception in the US Reduce Undesired Pregnancies? Evidence from the M-CARES Randomized Controlled Trial at Two Years. NBER Working Paper.
  2. Bailey, M. J., Bart, L., Prettyman, A., Lang, V. W., & Dalton, V. (2024). Who Is Financially Constrained in Their Choice of Contraceptive Method? Lessons from M-CARES. American Economic Association: Papers and Proceedings.
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