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Capacitação Profissional em Costura e Alfaiataria para Mulheres em Nova Déli (Índia)

Avaliação de Impacto
Publicado em 21/05/2026
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Qual era o objetivo?

Qualificar mulheres de baixa renda em costura e alfaiataria para ampliar suas chances de inserção no mercado de trabalho e geração de renda por meio do emprego ou do autoemprego.

Onde e quando?

O programa foi implementado em 2010 nas colônias de reassentamento de North e South Shahdara, em Nova Déli, Índia, por meio de uma parceria entre as organizações não governamentais Pratham e SATYA (Social Awakening Through Youth Action). Os resultados abaixo referem-se a um estudo experimental Os estudos experimentais utilizam mecanismos aleatórios (isto é, sorteios) para definir quem será e quem não será contemplado por um determinado programa ou política pública, garantindo que as diferenças futuras entre estes grupos possam ser atribuídas com maior credibilidade à intervenção em si — e não a diferenças entre quem é e quem não é "tratado". que utiliza dados de 594 mulheres que se candidataram ao programa, com coletas de dados realizadas na linha de base (2010), 6 meses após o término do curso (2011) e 18 meses após o término do curso (2012).

Para identificar candidatas elegíveis, foi conduzido um censo nas áreas-alvo em maio de 2010. Eram elegíveis mulheres entre 18 e 39 anos, com ao menos cinco anos de escolaridade completos. Após uma campanha de divulgação de três semanas, 658 mulheres se inscreveram. Portanto, os resultados se referem a mulheres elegíveis que demonstraram interesse em participar da capacitação, e não necessariamente a todas as mulheres elegíveis das áreas estudadas.

A seleção das beneficiárias foi feita por sorteio: dois terços das inscritas em cada localidade foram alocados ao grupo de tratamento e um terço ao grupo de controle.1

Como era o desenho?

O programa ofereceu seis meses de capacitação em costura e alfaiataria (agosto de 2010 a janeiro de 2011) em centros de treinamento localizados próximos às residências das participantes, nas colônias de reassentamento estudadas. O currículo foi desenvolvido e ministrado pelas ONGs Pratham e SATYA. As participantes eram esperadas para comparecer por até duas horas diárias, cinco dias por semana, durante toda a duração do programa. Todas as instrutoras eram mulheres e tinham participação na definição do currículo.

Para incentivar a frequência, as participantes selecionadas eram obrigadas a depositar Rs 50 por mês — equivalente a cerca de 1% da renda domiciliar média da população estudada —, com a promessa de receber Rs 350 de volta ao concluírem integralmente o programa. As participantes que concluíam o programa recebiam um certificado emitido pela SATYA ao final dos seis meses.

O que aprendemos com o monitoramento e avaliação?

Foram documentadas, no artigo listado a seguir, as seguintes evidências de monitoramento e impacto:

  • cerca de 56% das mulheres alocadas ao programa concluíram o curso e receberam o certificado; a maior parte das desistências ocorreu nos primeiros meses de implementação [1];
  • o programa gerou efeitos positivos sobre a inserção produtiva das participantes, medidos 6 meses após o término do curso:
    • houve aumento de 95% (ou 6 pontos percentuais O efeito de um programa em termos percentuais (%) é diferente do efeito do programa em pontos percentuais! Por exemplo, se uma variável binária teria média de 10% na ausência da iniciativa, um impacto de 5 pontos percentuais representa um aumento de 50% (=5/10).) na taxa de emprego em qualquer modalidade (assalariada, autônoma ou conta própria) [1];
    • houve aumento de 5 pontos percentuais na taxa de emprego assalariado (casual ou em tempo integral) [1];
    • houve aumento de 4 pontos percentuais na taxa de autoemprego, a partir de uma base de 1,4% no grupo de controle [1];
    • houve aumento de mais do dobro nas horas trabalhadas semanalmente, com acréscimo de 2,4 horas em relação à média de 1,1 hora do grupo de controle [1];
    • houve aumento de 150% (ou 138 rúpias) na renda mensal real, em relação à base de 91 rúpias do grupo de controle [1];
  • os efeitos sobre inserção produtiva se mantiveram 18 meses após o término do curso, sem dissipação estatisticamente significante Chamam-se de estatisticamente significantes as estimativas de impacto que são distinguíveis de 0, após incorporadas à análise as incertezas associadas à generalização para outras amostras de indivíduos.[1];
  • 18 meses após o término do curso, houve aumento de 13 pontos percentuais na probabilidade de possuir uma máquina de costura própria, indicando aumento no acúmulo de ativos produtivos [1];
  • não foram encontradas evidências de efeitos sobre indicadores de empoderamento e bem-estar subjetivo em nenhum dos horizontes temporais avaliados [1].
  • a distância até o centro de treinamento foi uma barreira relevante à conclusão do curso: um aumento de 10 minutos no tempo de caminhada até o centro esteve associado a uma redução de 14 pontos percentuais na probabilidade de conclusão [1];
    também foram identificadas restrições relacionadas a crédito, tempo e disponibilidade de apoio para cuidado infantil como barreiras à conclusão do programa [1].

1 A taxa de acompanhamento nas rodadas de seguimento foi de aproximadamente 85%, sem diferenças estatisticamente significativas entre os grupos de tratamento e controle em 2011 e 2012.

Quais as fontes da informação?

  1. Maitra, P., & Mani, S. (2017). Learning and earning: Evidence from a randomized evaluation in India. Labour Economics, 45, 116–130.
Imds | Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social
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