Capacitação Empresarial pelo Programa SIYB para Microempreendedoras no Sri Lanka
Capacitação Empresarial pelo Programa SIYB para Microempreendedoras no Sri Lanka
Qual era o objetivo?
Formar habilidades de gestão em microempreendedoras de baixa renda para melhorar a gestão e o desempenho de seus negócios.
Onde e quando?
A iniciativa foi implementada entre abril e maio de 2009, em áreas urbanas das regiões de Colombo e Kandy, no Sri Lanka, por meio de uma parceria entre pesquisadores e o Sri Lanka Business Development Centre (SLBDC), instituição sem fins lucrativos certificada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para a entrega do programa Start-and-Improve Your Business (SIYB). Os resultados abaixo referem-se a um estudo experimental Os estudos experimentais utilizam mecanismos aleatórios (isto é, sorteios) para definir quem será e quem não será contemplado por um determinado programa ou política pública, garantindo que as diferenças futuras entre estes grupos possam ser atribuídas com maior credibilidade à intervenção em si — e não a diferenças entre quem é e quem não é "tratado". envolvendo 624 mulheres que operavam microempresas com lucro mensal inferior a 5.000 rúpias (cerca de 34 dólares).
Como era o desenho?
O programa teve como foco mulheres de 25 a 45 anos que já operavam microempresas de subsistência e utilizou o módulo Improve Your Business (IYB) do programa SIYB da OIT, complementado por um curso introdutório de revisão do módulo Generate Your Business (GYB) e por um dia de formação técnica em setores considerados de alto retorno e mais acessíveis para mulheres no contexto local do Sri Lanka, como manufatura de alimentos, costura, cuidados de beleza, viveiros de plantas e fabricação de sabão.
O curso teve duração de 7 dias, com 7 horas de instrução por dia, e abordou os seguintes temas centrais: marketing, compras, custeio, controle de estoque, manutenção de registros e planejamento financeiro. Os instrutores eram profissionais com formação universitária, certificados pela Associação SIYB do Sri Lanka e com pelo menos 5 anos de experiência na entrega do programa.
O custo total da capacitação foi de 126 a 131 dólares por participante. O curso foi oferecido gratuitamente, com uma ajuda de custo de 400 rúpias por dia para cobrir transporte e o custo de oportunidade da participação.
O que aprendemos com o monitoramento e avaliação?
Foram documentadas, no artigo listado na seção abaixo, as seguintes evidências de monitoramento e impacto:
- cerca de 70% das microempreendedoras convidadas participaram de pelo menos uma sessão do curso e cerca de 67% receberam certificados de conclusão [1];
- a capacitação gerou melhorias nas práticas de gestão das empresas participantes:
- houve aumento de 31% em um indicador de práticas empresariais, com efeitos em marketing, controle de estoque, manutenção de registros e planejamento financeiro, que persistiram ao longo de 2 anos após a capacitação [1];
- no entanto, não foram encontradas evidências de efeitos estatisticamente significantes Chamam-se de estatisticamente significantes as estimativas de impacto que são distinguíveis de 0, após incorporadas à análise as incertezas associadas à generalização para outras amostras de indivíduos. sobre lucros, vendas ou estoque de capital das empresas, em nenhum dos horizontes temporais analisados, de 3 a 25 meses após a capacitação [1];
- também não foram encontradas evidências de efeitos sobre as horas trabalhadas pelas proprietárias em seus negócios [1];
- uma iniciativa implementada no mesmo período e contexto, que combinou a mesma capacitação com uma transferência em espécie de 15.000 rúpias (cerca de 129 dólares), gerou efeitos positivos sobre lucros nos primeiros 8 meses, mas esses efeitos se dissiparam no segundo ano [1].
Quais as fontes da informação?
- de Mel, S., McKenzie, D., & Woodruff, C. (2014). Business Training and Female Enterprise Start-up, Growth, and Dynamics: Experimental Evidence from Sri Lanka. Journal of Development Economics, 106, 199-210.
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