Capacitação Empresarial para Clientes de Microfinanças na Tanzânia
Capacitação Empresarial para Clientes de Microfinanças na Tanzânia
Qual era o objetivo?
Formar conhecimentos de gestão empresarial que pudessem apoiar microempreendedores na condução de seus negócios.
Onde e quando?
O programa foi implementado entre agosto de 2008 e janeiro de 2009, em Dar es Salaam, na Tanzânia, por meio de uma parceria entre pesquisadores da Norwegian School of Economics e o University of Dar es Salaam Entrepreneurship Centre (UDEC).
Os participantes eram todos clientes da PRIDE Tanzania, a principal instituição de microfinanças do país, com empréstimos de nível intermediário (equivalentes a 300 a 600 euros).
Os resultados abaixo referem-se a um estudo experimentalOs estudos experimentais utilizam mecanismos aleatórios (isto é, sorteios) para definir quem será e quem não será contemplado por um determinado programa ou política pública, garantindo que as diferenças futuras entre estes grupos possam ser atribuídas com maior credibilidade à intervenção em si — e não a diferenças entre quem é e quem não é "tratado". envolvendo 211 microempreendedores.
Como era o desenho?
O programa consistiu em 21 sessões de formação, com duração de 45 a 60 minutos cada, realizadas imediatamente após as reuniões semanais de empréstimo dos clientes.
Os temas abordados incluíram caráter empreendedor, planejamento de longo prazo, compreensão do ambiente e do mercado, ferramentas de marketing e atendimento ao cliente, gestão de pessoas e autogestão, cálculo de custos, preços, lucros e perdas, e gestão de caixa e financiamento do negócio.
O curso foi desenvolvido e ministrado pelo University of Dar es Salaam Entrepreneurship Centre (UDEC), com o objetivo de maximizar a relevância do conteúdo para o contexto local e facilitar a replicação futura sem apoio de doadores.
A participação era voluntária e gratuita. Clientes que compareceram a pelo menos 10 das 21 sessões receberam um diploma de participação emitido pela UDEC.
Para minimizar efeitos de transbordamento entre os grupos, os clientes do grupo de tratamento e do grupo de controle frequentavam reuniões de empréstimo em dias distintos da semana, e o treinamento era oferecido apenas nos dias em que o grupo de tratamento se reunia.
O que aprendemos com o monitoramento e avaliação?
Foram documentadas, no artigo listado na seção abaixo, as seguintes evidências de monitoramento e impacto:
- a frequência média dos participantes do grupo de tratamento que compareceram ao laboratório foi de 15,9 das 21 sessões (76%), com mediana de 18 sessões (86%) [1];
- houve aumento de 9% (ou 29% de um desvio-padrão) no desempenho em um teste incentivado de conhecimentos empresariais, com o grupo tratado atingindo média de 7,24 acertos em 10 questões, contra 6,65 no grupo de controle [1];
- os efeitos foram concentrados em questões sobre gestão do tempo, cálculo de vendas e atendimento ao cliente [1];
- não foram encontradas diferenças entre os grupos em testes sobre temas não relacionados ao treinamento, como esportes, matemática, política, saúde e geografia local, o que sugere que o efeito identificado reflete ganho real de conhecimento empresarial [1];
- empreendedores com menor escolaridade formal apresentaram efeito do treinamento mais forte sobre conhecimentos empresariais, embora paradoxalmente tenham tido menor frequência ao programa [1];
- não foi possível rejeitar a hipótese de que o treinamento não teve efeito sobre empreendedores com escolaridade acima da mediana [1];
- empreendedores com habilidades matemáticas acima da mediana também apresentaram maior efeito do treinamento, o que sugere que a capacidade cognitiva facilita a absorção do conteúdo [1];
- cada 5 sessões adicionais frequentadas estiveram associadas a um aumento de aproximadamente 10% no desempenho no teste de conhecimentos, relativamente à média do grupo de controle [1].
Quais as fontes da informação?
- Bjorvatn, K., & Tungodden, B. (2010). Teaching Business in Tanzania: Evaluating Participation and Performance. Journal of the European Economic Association, 8(2-3), 561-570.
Políticas e Programas Relacionados
Capacitação em Marketing para Pequenos Negócios na África do Sul
Formar habilidades de marketing que pudessem fomentar o crescimento de pequenos negócios por meio da expansão de vendas e receitas.
Capacitação em Iniciativa Pessoal para Proprietários de Pequenos Negócios em Uganda
Formar habilidades de iniciativa pessoal — comportamento autoiniciado, proativo e persistente — que pudessem apoiar proprietários de pequenos negócios na condução de seus empreendimentos.
Capacitação Empreendedora para Microempreendedores no Peru — Jóvenes Productivos e Impulsa Perú
Melhorar o desempenho de microempresas e promover sua formalização, por meio de capacitação em habilidades empresariais e informações sobre regimes tributários simplificados.
