Capacitação Empresarial do Programa SIYB com Transferência de Recursos para Potenciais Empreendedoras no Sri Lanka
Capacitação Empresarial do Programa SIYB com Transferência de Recursos para Potenciais Empreendedoras no Sri Lanka
Qual era o objetivo?
Formar habilidades empreendedoras e fornecer recursos para apoiar mulheres fora da força de trabalho na criação de negócios próprios.
Onde e quando?
A iniciativa foi implementada entre abril e maio de 2009, em áreas urbanas das regiões de Colombo e Kandy, no Sri Lanka, por meio de uma parceria entre pesquisadores e o Sri Lanka Business Development Centre (SLBDC), instituição sem fins lucrativos certificada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para a entrega do programa Start-and-Improve Your Business (SIYB). Os resultados abaixo referem-se a um estudo experimental Os estudos experimentais utilizam mecanismos aleatórios (isto é, sorteios) para definir quem será e quem não será contemplado por um determinado programa ou política pública, garantindo que as diferenças futuras entre estes grupos possam ser atribuídas com maior credibilidade à intervenção em si — e não a diferenças entre quem é e quem não é "tratado". envolvendo 628 mulheres que estavam fora da força de trabalho, mas que tinham manifestado interesse em abrir um negócio no ano seguinte.
Como era o desenho?
O programa teve como foco mulheres de 25 a 45 anos que estavam fora da força de trabalho e tinham interesse em iniciar um negócio próprio, e combinou dois componentes. O primeiro foi uma capacitação usando os módulos Generate Your Business (GYB) e Start Your Business (SYB) do programa SIYB da OIT, complementados por um dia de formação técnica em setores considerados de alto retorno e mais acessíveis para mulheres no contexto local do Sri Lanka, como manufatura de alimentos, costura, cuidados de beleza, viveiros de plantas e fabricação de sabão. O curso teve duração de 9 dias, com 7 horas de instrução por dia. O módulo GYB, de 3 dias, ajudou as participantes a decidir se deveriam iniciar um negócio, gerar ideias viáveis e escolher a melhor opção. O módulo SYB, de 5 dias, abordou os principais aspectos da abertura de um negócio, incluindo seleção de produtos e precificação, organização de pessoal, compra de equipamentos e outros insumos necessários para começar, e planejamento financeiro.
O segundo componente foi uma transferência em espécie de 15.000 rúpias (cerca de 129 dólares), condicionada à conclusão do curso. O valor foi apresentado como uma compensação por sorteio pela conclusão do programa e as beneficiárias foram informadas de que os recursos poderiam ser usados para qualquer finalidade.
O custo total da capacitação foi de 133 a 140 dólares por participante, ao qual se somou o valor da transferência.
O que aprendemos com o monitoramento e avaliação?
Foram documentadas, no artigo listado na seção abaixo, as seguintes evidências de monitoramento e impacto:
- cerca de 71% das mulheres convidadas participaram de pelo menos uma sessão do curso e cerca de 65% receberam certificados de conclusão [1];
- a combinação de capacitação e transferência de recursos acelerou expressivamente a entrada das participantes no empreendedorismo no curto prazo:
- houve aumento de 29 pontos percentuais O efeito de um programa em termos percentuais (%) é diferente do efeito do programa em pontos percentuais! Por exemplo, se uma variável binária teria média de 10% na ausência da iniciativa, um impacto de 5 pontos percentuais representa um aumento de 50% (=5/10). (ou 76%) na taxa de mulheres que operavam um negócio, 3 a 4 meses após a capacitação, e de 20 pontos percentuais (ou 43%) no horizonte de 7 a 8 meses [1];
- no entanto, esse efeito se dissipou completamente no médio prazo: no horizonte de 16 a 25 meses, não foram encontradas evidências de efeitos estatisticamente significantes Chamam-se de estatisticamente significantes as estimativas de impacto que são distinguíveis de 0, após incorporadas à análise as incertezas associadas à generalização para outras amostras de indivíduos. sobre a taxa de mulheres com negócio próprio [1];
- houve aumento de 10 pontos percentuais na taxa de mulheres que tinham iniciado algum negócio em algum momento desde o início do estudo, e de 9 pontos percentuais na taxa das que tinham aberto e fechado um negócio, o que sugere que a intervenção acelerou tanto a entrada quanto a saída do empreendedorismo [1];
- entre as mulheres que operavam negócios no médio prazo, a iniciativa gerou melhorias nas práticas de gestão:
- houve aumento de 12% em um indicador de práticas empresariais [1];
- no entanto, não foram encontradas evidências de efeitos estatisticamente significantes sobre lucros, vendas ou rendimentos totais do trabalho no horizonte de 16 a 25 meses [1];
- uma iniciativa implementada no mesmo período e contexto que ofereceu apenas a capacitação, sem a transferência de recursos, também acelerou a entrada no empreendedorismo — embora em magnitude menor — e gerou efeitos positivos e estatisticamente significantes sobre lucros e vendas dos negócios iniciados no médio prazo [1].
Quais as fontes da informação?
- de Mel, S., McKenzie, D., & Woodruff, C. (2014). Business Training and Female Enterprise Start-up, Growth, and Dynamics: Experimental Evidence from Sri Lanka. Journal of Development Economics, 106, 199-210.
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