Capacitação Empresarial do Programa SIYB com Transferência de Recursos para Potenciais Empreendedoras no Sri Lanka

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Capacitação Empresarial do Programa SIYB com Transferência de Recursos para Potenciais Empreendedoras no Sri Lanka

Avaliação de Impacto
Publicado em 11/05/2026
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Qual era o objetivo?

Formar habilidades empreendedoras e fornecer recursos para apoiar mulheres fora da força de trabalho na criação de negócios próprios.

Onde e quando?

A iniciativa foi implementada entre abril e maio de 2009, em áreas urbanas das regiões de Colombo e Kandy, no Sri Lanka, por meio de uma parceria entre pesquisadores e o Sri Lanka Business Development Centre (SLBDC), instituição sem fins lucrativos certificada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para a entrega do programa Start-and-Improve Your Business (SIYB). Os resultados abaixo referem-se a um estudo experimental Os estudos experimentais utilizam mecanismos aleatórios (isto é, sorteios) para definir quem será e quem não será contemplado por um determinado programa ou política pública, garantindo que as diferenças futuras entre estes grupos possam ser atribuídas com maior credibilidade à intervenção em si — e não a diferenças entre quem é e quem não é "tratado". envolvendo 628 mulheres que estavam fora da força de trabalho, mas que tinham manifestado interesse em abrir um negócio no ano seguinte.

Como era o desenho?

O programa teve como foco mulheres de 25 a 45 anos que estavam fora da força de trabalho e tinham interesse em iniciar um negócio próprio, e combinou dois componentes. O primeiro foi uma capacitação usando os módulos Generate Your Business (GYB) e Start Your Business (SYB) do programa SIYB da OIT, complementados por um dia de formação técnica em setores considerados de alto retorno e mais acessíveis para mulheres no contexto local do Sri Lanka, como manufatura de alimentos, costura, cuidados de beleza, viveiros de plantas e fabricação de sabão. O curso teve duração de 9 dias, com 7 horas de instrução por dia. O módulo GYB, de 3 dias, ajudou as participantes a decidir se deveriam iniciar um negócio, gerar ideias viáveis e escolher a melhor opção. O módulo SYB, de 5 dias, abordou os principais aspectos da abertura de um negócio, incluindo seleção de produtos e precificação, organização de pessoal, compra de equipamentos e outros insumos necessários para começar, e planejamento financeiro.

O segundo componente foi uma transferência em espécie de 15.000 rúpias (cerca de 129 dólares), condicionada à conclusão do curso. O valor foi apresentado como uma compensação por sorteio pela conclusão do programa e as beneficiárias foram informadas de que os recursos poderiam ser usados para qualquer finalidade.

O custo total da capacitação foi de 133 a 140 dólares por participante, ao qual se somou o valor da transferência.

O que aprendemos com o monitoramento e avaliação?

Foram documentadas, no artigo listado na seção abaixo, as seguintes evidências de monitoramento e impacto:

  • cerca de 71% das mulheres convidadas participaram de pelo menos uma sessão do curso e cerca de 65% receberam certificados de conclusão [1];
  • a combinação de capacitação e transferência de recursos acelerou expressivamente a entrada das participantes no empreendedorismo no curto prazo:
    • houve aumento de 29 pontos percentuais O efeito de um programa em termos percentuais (%) é diferente do efeito do programa em pontos percentuais! Por exemplo, se uma variável binária teria média de 10% na ausência da iniciativa, um impacto de 5 pontos percentuais representa um aumento de 50% (=5/10). (ou 76%) na taxa de mulheres que operavam um negócio, 3 a 4 meses após a capacitação, e de 20 pontos percentuais (ou 43%) no horizonte de 7 a 8 meses [1];
    • no entanto, esse efeito se dissipou completamente no médio prazo: no horizonte de 16 a 25 meses, não foram encontradas evidências de efeitos estatisticamente significantes Chamam-se de estatisticamente significantes as estimativas de impacto que são distinguíveis de 0, após incorporadas à análise as incertezas associadas à generalização para outras amostras de indivíduos. sobre a taxa de mulheres com negócio próprio [1];
    • houve aumento de 10 pontos percentuais na taxa de mulheres que tinham iniciado algum negócio em algum momento desde o início do estudo, e de 9 pontos percentuais na taxa das que tinham aberto e fechado um negócio, o que sugere que a intervenção acelerou tanto a entrada quanto a saída do empreendedorismo [1];
  • entre as mulheres que operavam negócios no médio prazo, a iniciativa gerou melhorias nas práticas de gestão:
    • houve aumento de 12% em um indicador de práticas empresariais [1];
  • no entanto, não foram encontradas evidências de efeitos estatisticamente significantes sobre lucros, vendas ou rendimentos totais do trabalho no horizonte de 16 a 25 meses [1];
  • uma iniciativa implementada no mesmo período e contexto que ofereceu apenas a capacitação, sem a transferência de recursos, também acelerou a entrada no empreendedorismo — embora em magnitude menor — e gerou efeitos positivos e estatisticamente significantes sobre lucros e vendas dos negócios iniciados no médio prazo [1].

Quais as fontes da informação?

  1. de Mel, S., McKenzie, D., & Woodruff, C. (2014). Business Training and Female Enterprise Start-up, Growth, and Dynamics: Experimental Evidence from Sri Lanka. Journal of Development Economics, 106, 199-210.
Imds | Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social
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