Transferência de Recursos com Capacitação Empreendedora para Microempreendedores em Uganda
Transferência de Recursos com Capacitação Empreendedora para Microempreendedores em Uganda
Qual era o objetivo?
Permitir que microempreendedores investissem em seus negócios e aprimorassem suas habilidades de gestão por meio da combinação de capital e capacitação.
Onde e quando?
A iniciativa foi implementada em 2012 em áreas semiurbanas da região central de Uganda, por meio de uma parceria entre pesquisadores, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a instituição de microfinanças PRIDE Microfinance. Os resultados abaixo referem-se a um estudo experimental Os estudos experimentais utilizam mecanismos aleatórios (isto é, sorteios) para definir quem será e quem não será contemplado por um determinado programa ou política pública, garantindo que as diferenças futuras entre estes grupos possam ser atribuídas com maior credibilidade à intervenção em si — e não a diferenças entre quem é e quem não é "tratado". envolvendo 1.550 proprietários de microempresas que haviam expressado interesse em acessar crédito e capacitação.
Como era o desenho?
O programa teve como foco proprietários de microempresas em atividade em áreas semiurbanas da região central de Uganda que haviam expressado interesse em acessar capital e capacitação. A intervenção combinou dois componentes.
O primeiro componente foi a transferência de 200 dólares americanos, sem exigência de reembolso, depositados em contas de poupança abertas gratuitamente na PRIDE Microfinance. A taxa de adesão às transferências foi de 71%.
O segundo componente foi um curso de capacitação empreendedora oferecido pela OIT em agosto e setembro de 2012, utilizando os módulos Start and Improve Your Business (SIYB). A taxa de adesão à capacitação foi de 70%. A amostra do estudo era composta por 61% de mulheres e 39% de homens.
Os participantes foram distribuídos aleatoriamente entre diferentes grupos de intervenção, permitindo comparar os efeitos da combinação de transferência e capacitação com outras formas de apoio e com um grupo de controle.
O que aprendemos com o monitoramento e avaliação?
Foram documentadas, no artigo listado na seção abaixo, as seguintes evidências de monitoramento e impacto:
- a taxa de adesão às transferências foi de 71% e a de capacitação foi de 70% [1];
- não foram encontradas evidências de efeitos estatisticamente significantes Chamam-se de estatisticamente significantes as estimativas de impacto que são distinguíveis de 0, após incorporadas à análise as incertezas associadas à generalização para outras amostras de indivíduos. sobre os lucros dos negócios, nem para homens nem para mulheres, no horizonte de 6 a 9 meses após a intervenção [1];
- foram, no entanto, encontradas evidências de efeitos positivos sobre o emprego nos negócios contemplados:
- houve aumento de 56% (ou de 29 pontos percentuais O efeito de um programa em termos percentuais (%) é diferente do efeito do programa em pontos percentuais! Por exemplo, se uma variável binária teria média de 10% na ausência da iniciativa, um impacto de 5 pontos percentuais representa um aumento de 50% (=5/10).) na probabilidade de que um negócio de propriedade masculina tivesse ao menos um empregado [1];
- houve aumento de 37% (ou de 16 pontos percentuais) na probabilidade de que um negócio de propriedade feminina tivesse ao menos um empregado [1];
- não foram encontradas evidências de efeitos estatisticamente significantes sobre o capital de giro [1];
- em contraste, uma intervenção implementada no mesmo contexto, baseada em empréstimos subsidiados de valor semelhante com exigência de reembolso e a mesma capacitação, gerou efeitos positivos sobre lucros para negócios de propriedade masculina, mas não sobre emprego [1].
Quais as fontes da informação?
- Fiala, N. (2018). Returns to Microcredit, Cash Grants and Training for Male and Female Microentrepreneurs in Uganda. World Development, 105, 189-200.
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