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Reforma de 1973 na Organização do Sistema Educacional da Romênia

Avaliação de Impacto
Publicado em 14/06/2024 Atualizado em 03/03/2025
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Qual era o objetivo?

Alinhar a educação com as necessidades econômicas e industriais do país pelo aumento da qualidade da formação técnica e profissional.

Onde e quando?

A reforma foi implementada em 1973, na Romênia. Os resultados abaixo se referem a estudos observacionaisOs estudos observacionais analisam dados coletados em situações em que os pesquisadores não têm controle sobre a exposição dos indivíduos à política ou ao programa social, baseando-se na observação das associações entre variáveis em seus contextos naturais. Nesse tipo de estudo, que frequentemente recebe o nome de "experimento natural" ou "quase-experimento", diferenças entre os grupos podem ser influenciadas por fatores que limitam a capacidade de estabelecer relações causais entre o programa e resultados de interesse. Estudos observacionais se apoiam nas metodologias modernas de inferência causal para contornar esse problema, construindo contrafactuais convincentes. que usam dados de pessoas que tinham nascido em datas próximas às utilizadas para definir a elegibilidade ao novo sistema educacional.

Como era o desenho?

Foram introduzidas duas mudanças na organização do sistema educacional vigente, que era baseado na divisão de alunos, após 8 anos de educação básica — aproximadamente aos 15 anos —, em escolas profissionalizantes e programas de aprendizagem ou em escolas com ênfase acadêmica (liceus).

A primeira das mudanças alterou a composição curricular da educação básica, adiando a decisão de especialização profissional. Mais especificamente, a partir de 1973, alunos que tinham completado o ciclo básico de 8 anos passaram a frequentar obrigatoriamente 2 anos a mais de educação nos liceus. Ao fim do período de 10 anos, então, com base em suas aptidões, habilidades e preferências, os alunos passaram a escolher pela entrada no mercado de trabalho, pela continuação dos estudos em escolas profissionalizantes ou pela continuação dos estudos nos liceus.

A segunda mudança reduziu a duração dos cursos profissionalizantes para 1 ano, de modo que os estudantes que continuaram nos itinerários profissionalizantes após completar os dois anos adicionais de educação nos liceus foram expostos a menos tempo de formação profissional.

O que aprendemos com o monitoramento e avaliação?

Foram documentadas, no artigo listado na seção abaixo, as seguintes evidências a respeito do impacto causal da reforma:

  • aumento de 27% (ou 7,0 pontos percentuaisO efeito de um programa em termos percentuais (%) é diferente do efeito do programa em pontos percentuais! Por exemplo, se uma variável binária teria média de 10% na ausência da iniciativa, um impacto de 5 pontos percentuais representa um aumento de 50% (=5/10).) na taxa de homens que atingiram como grau mais alto de escolarização o diploma de educação geral dado pelos liceus, com redução paralela de 22% (ou 8,0 pontos percentuais) na taxa de homens que atingiram como grau mais alto de escolarização o diploma de educação profissionalizante [1];
  • aumento de 16% a 19% (ou de 4,4 a 5,0 pontos percentuais) na taxa de indivíduos que alcançaram como grau mais alto de escolarização o diploma de Ensino Médio outorgado pelos liceus, com efeitos particularmente pronunciados para indivíduos oriundos de áreas rurais, de áreas com indicadores altos de pobreza e cujos pais tinham baixo nível de escolarização [2];
  • embora esses alunos tenham ganhado a possibilidade de aplicar para as universidades do país, há poucas evidências de aumento na taxa de alunos que concluíram o ensino superior nessas universidades [2];
  • consistente com os resultados acima, não foram encontradas evidências de efeitos estatisticamente significantesChamam-se de estatisticamente significantes as estimativas de impacto que são distinguíveis de 0, após incorporadas à análise as incertezas associadas à generalização para outras amostras de indivíduos e estudos. sobre o número total de anos de estudo alcançados pelas coortes expostas à reforma [1];
  • embora haja evidências de que a reforma tenha tido efeitos sobre as escolhas profissionais dos indivíduos afetados — houve, por exemplo, redução de 2,7% na taxa de homens que trabalhavam em ocupações manuais, aproximadamente 20 anos depois — não há evidências de efeitos estatisticamente significantes ou quantitativamente relevantes sobre participação na força de trabalho, emprego ou salários [1].

Quais as fontes da informação?

  1. Malamud, O., & Pop-Eleches, C. (2010). General Education versus Vocational Training: Evidence from an Economy in Transition. The Review of Economics and Statistics, 92(1), 43-60.
  2. Malamud, O., & Pop-Eleches, C. (2011). School Tracking and Access to Higher Education among Disadvantaged Groups. Journal of Public Economics, 95(11-12), 1538-1549.
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