Programa Bidan Di Desa de Planejamento Familiar e Atenção Primária à Saúde na Indonésia
Programa Bidan Di Desa de Planejamento Familiar e Atenção Primária à Saúde na Indonésia
Qual era o objetivo?
Reduzir a morbidade e mortalidade materna em regiões com baixa cobertura de serviços de saúde.
Onde e quando?
O Bidan di Desa (ou Parteira do Vilarejo) foi criado pelo governo da Indonésia em 1989 e adotado pelos distritos do país nos anos subsequentes.
Como era o desenho?
O programa teve como focoO programa ainda está em operação. As frases nesse e nos próximos parágrafos estão no passado porque os resultados se referem a como o programa era, no momento e contexto específicos da avaliação de impacto. distritos relativamente isolados no país, com baixa cobertura de serviços de saúde, recrutando enfermeiras obstétricas e alocando nestes distritos após um ano adicional de treinamento em obstetrícia. As funções incluíam fornecer serviços de planejamento familiar e de atenção primária à saúde materno-infantil, trabalhar juntamente com as parteiras das comunidades rurais e encaminhar casos mais graves aos para centros de saúde e hospitais. Além disso, as enfermeiras atuavam na promoção de saúde em nutrição infantil e durante a gestação e coordenavam os esforços de imunização de gestantes e crianças.
O que aprendemos com o monitoramento e avaliação?
Foram documentadas, nos artigos listados na seção abaixo, as seguintes evidências a respeito do monitoramento e impacto causal do programa:
- até 1998, aproximadamente 54 mil enfermeiras obstétricas tinham sido recrutadas e alocadas pelo programa em regiões isoladas e com baixa cobertura em serviços de saúde [1];
- entre 1993 e 1997 a porcentagem de vilarejos no país em que havia pelo menos uma enfermeira obstétrica subiu de 9% para 46% [1];
- essa rápida expansão alcançou primeiro os vilarejos em que a renda familiar era mais baixa, e vilarejos mais próximos dos postos de saúde e hospitais [1];
- em 1997, uma pesquisa revelou que: (i) mais de 90% das enfermeiras obstétricas dava apoio à gestação e assistência no parto; (ii) mais de 90% proviam serviços de planejamento familiar, em particular distribuição de contraceptivos orais ou injetáveis; (iii) 48% imunizavam crianças em sua região de referência; (iv) mais de 80% ofereciam algum tipo de suplementação nutricional [1];
- aumento de 1,2% em um índice de massa corpórea em mulheres, para mulheres expostas ao programa durante sua vida reprodutiva (20 a 45 anos), entre 1993 e 1997 [1];
- aumento de 2,1% a 2,5% no peso de crianças nascidas em comunidades expostas (de 68 a 79 gramasO efeito de um programa em termos percentuais (%) é diferente do efeito do programa em gramas! Por exemplo, um impacto de 30 gramas em bebês que, na ausência da iniciativa, teriam 3 quilos representa um aumento de 1% (=30/3000).), e redução de 26% (ou 2,2 pontos percentuaisO efeito de um programa em termos percentuais (%) é diferente do efeito do programa em pontos percentuais! Por exemplo, se uma variável binária teria média de 10% na ausência da iniciativa, um impacto de 5 pontos percentuais representa um aumento de 50% (=5/10).) na taxa de crianças com peso abaixo de 2 quilos e meio, também entre 1993 e 1997 [1];
- aumento de 35% de um desvio-padrãoO desvio-padrão mede a dispersão de valores de uma variável —valores mais altos indicam ocorrência de valores longe da média e valores mais baixos refletem maior concentração de valores próximos à média. Uma forma de interpretar efeitos medidos na escala de desvios-padrão, que é usada para tornar comparáveis provas usadas em diferentes contextos, é: "A cada aumento de 10% de um desvio-padrão equivale, aproximadamente, um salto de 4 posições a partir do aluno mediano (isto é, na posição 50)". Um aumento de 30% de um desvio-padrão, por exemplo, equivaleria a passar da posição 50 para a posição 62 (isto é, 30%/10% x 4 posições). Essas aproximações se tornam menos precisas para efeitos muito grandes. em um indicador padronizado de altura-por-idade (o que equivaleria a 1,5 centímetros, aos 4 anos) em crianças que tiveram acesso ao programa, e este efeito foi particularmente pronunciado em crianças de mães menos escolarizadas [2];
- aumento, entre meninos expostos ao programa quando ainda estavam no útero, de 11% de um desvio-padrão em um teste de QI e de 11% de um desvio-padrão em um indicador conhecimento de Matemática, aplicado aproximadamente 20 anos depois,
- não foram encontrado efeitos semelhantes no grupo de meninas [3];
- aumento, no mesmo horizonte temporal e ainda no grupo de meninos contemplados in utero, de 4,9% (ou 0,48 anoO efeito de um programa em termos percentuais (%) é diferente do efeito do programa em anos! Por exemplo, um impacto de 1 ano para crianças que teriam 10 anos de escolaridade na ausência da iniciativa representa um aumento de 10% (=1/10).) no número total de anos de estudo alcançados e de 42,5% na renda total auferida no mercado de trabalho, embora os resultados sejam imprecisamente estimadosDiz-se que um resultado estatístico é imprecisamente estimado, ou que uma estimativa é imprecisa, quando ele também é consistente com valores distantes de um valor de referência (por exemplo, 0), após incorporada à análise as incertezas associadas à generalização para outras amostras de indivíduos de uma população. [3];
- embora também tenham sido encontrados também efeitos em variáveis educacionais e de mercado de trabalho para crianças expostas ao programa depois do nascimento, eles tendem a ser menores e imprecisamente estimados [3].
Quais as fontes da informação?
- Frankenberg, E., & Thomas, D. (2001). Women’s Health and Pregnancy Outcomes: Do Services Make a Difference?. Demography, 38(2), 253-265.
- Frankenberg, E., Suriastini, W., & Thomas, D. (2005). Can Expanding Access to Basic Healthcare Improve Children’s Health Status? Lessons from Indonesia’s Midwife in the Village Programme. Population Studies, 59(1), 5-19.
- Ahsan, M. N., Banerjee, R., & Maharaj, R. (2021). Early-life Access to a Basic Health Care Program and Adult Outcomes in Indonesia. The World Bank Economic Review, 35(3), 681-704.
- Frankenberg, E., Buttenheim, A., Sikoki, B., & Suriastini, W. (2009). Do Women Increase Their Use of Reproductive Health Care When it Becomes More Available? Evidence from Indonesia. Studies in Family Planning, 40(1), 27-38.
- Frankenberg, E. (1995). The Effects of Access to Health Care on Infant Mortality in Indonesia. Health Transition Review, 143-163.
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