Microcrédito Subsidiado para Microempreendedores em Uganda
Microcrédito Subsidiado para Microempreendedores em Uganda
Qual era o objetivo?
Permitir que microempreendedores com restrições de acesso a crédito financiassem investimentos em seus negócios.
Onde e quando?
A iniciativa foi implementada em 2012 em áreas semiurbanas das regiões central e norte de Uganda, por meio de uma parceria entre pesquisadores, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a instituição de microfinanças PRIDE Microfinance. Os resultados abaixo referem-se a um estudo experimental Os estudos experimentais utilizam mecanismos aleatórios (isto é, sorteios) para definir quem será e quem não será contemplado por um determinado programa ou política pública, garantindo que as diferenças futuras entre estes grupos possam ser atribuídas com maior credibilidade à intervenção em si — e não a diferenças entre quem é e quem não é "tratado". envolvendo 1.550 proprietários de microempresas que haviam expressado interesse em acessar crédito e capacitação.
Como era o desenho?
O programa teve como foco proprietários de microempresas em atividade em áreas semiurbanas de Uganda que haviam expressado interesse em acessar crédito. A intervenção consistiu na oferta de empréstimos individuais de 180 a 220 dólares americanos pela instituição de microfinanças PRIDE Microfinance, com as seguintes características centrais:
- valor do empréstimo e taxa de juros: 180 a 220 dólares americanos, a uma taxa de juros anual de 20%, reduzida em relação à taxa usual de 26% cobrada pela instituição;
- estrutura e responsabilização: ofertado individualmente, com responsabilização individual pelo pagamento;
- duração e pagamento: os empréstimos deveriam ser pagos em 12 meses, em parcelas mensais, a partir do primeiro mês;
- colateral: a exigência de colateral foi reduzida de 100% para 50% do valor do empréstimo;
- restrições com relação ao uso do crédito: não havia.
Sem conhecimento dos participantes, os empréstimos eram garantidos pela OIT, o que permitiu à instituição ofertar crédito a indivíduos que normalmente não se qualificariam para financiamento, incluindo pessoas sem histórico de crédito ou colateral suficiente.
A amostra do estudo era composta por 61% de mulheres e 39% de homens.
Os participantes foram distribuídos aleatoriamente entre diferentes grupos de intervenção, permitindo comparar os efeitos do acesso ao microcrédito com um grupo de controle e com outras formas de apoio.
O que aprendemos com o monitoramento e avaliação?
Foram documentadas, no artigo listado na seção abaixo, as seguintes evidências de monitoramento e impacto:
- a taxa de adesão ao programa de empréstimos foi de 41% e a de capacitação foi de 70% [1];
- foram encontradas evidências de efeitos positivos sobre os lucros dos negócios de propriedade masculina, mas não dos negócios de propriedade feminina:
- houve aumento de 50% nos lucros mensais dos negócios de propriedade masculina, no horizonte de 6 a 9 meses após a oferta de crédito [1];
- não foram encontradas evidências de efeitos estatisticamente significantes Chamam-se de estatisticamente significantes as estimativas de impacto que são distinguíveis de 0, após incorporadas à análise as incertezas associadas à generalização para outras amostras de indivíduos. sobre os lucros dos negócios de propriedade feminina, no mesmo horizonte temporal [1];
- um teste formal de igualdade rejeita a hipótese de que os efeitos para homens e mulheres são iguais [1];
- os efeitos sobre lucros para homens foram particularmente pronunciados entre aqueles que nunca haviam tomado um empréstimo anteriormente e entre aqueles com menor propensão ao risco [1];
- não foram encontradas evidências de efeitos estatisticamente significantes sobre o capital de giro ou o número de empregados nos negócios, nem para homens nem para mulheres [1];
- em contraste, uma intervenção implementada no mesmo contexto, baseada em transferências de recursos de 200 dólares sem exigência de reembolso, não gerou efeitos positivos sobre lucros para nenhum dos gêneros, e um teste formal rejeita a igualdade entre os efeitos dos empréstimos e das transferências [1].
Quais as fontes da informação?
- Fiala, N. (2018). Returns to Microcredit, Cash Grants and Training for Male and Female Microentrepreneurs in Uganda. World Development, 105, 189-200.
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