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Evolução das Habilidades de Linguagem em Estudo Longitudinal na Inglaterra

Estudo estatístico
Publicado em 06/01/2026 Atualizado em 08/01/2026
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Qual era o objetivo?

Caracterizar a evolução de habilidades de linguagem oral e escrita durante a infância e a adolescência.

Onde e quando?

As informações abaixo referem-se a um estudo estatístico observacionalOs estudos observacionais analisam dados coletados em situações em que os pesquisadores não têm controle sobre a exposição dos indivíduos à política ou ao programa social, baseando-se na observação das associações entre variáveis em seus contextos naturais. Nesse tipo de estudo, que frequentemente recebe o nome de "experimento natural" ou "quase-experimento", diferenças entre os grupos podem ser influenciadas por fatores que limitam a capacidade de estabelecer relações causais entre o programa e resultados de interesse. Estudos observacionais se apoiam nas metodologias modernas de inferência causal para contornar esse problema, construindo contrafactuais convincentes. baseado em dados longitudinais de 324 crianças, acompanhadas dos 20 meses de idade aos 14 anos, com coletas nesses pontos do tempo e coletas adicionais aos 4 e 10 anos.

Como era o desenho?

O principal objetivo do estudo foi fornecer uma descrição do processo de desenvolvimento da linguagem nas crianças acompanhadas longitudinalmente. Para tanto, foram utilizados dados de:

  1. 20 meses: produção verbal dos bebês e crianças —com base em transcrições de interações reais com as mães, e medidas de tamanho das expressões e da complexidade das mesmas— e medidas autorreportadas pelas mães sobre habilidade de comunicação;
  2. 4, 10 e 14 anos: exames padronizados para mensuração de habilidades verbais e medidas autorreportadas pelas mães sobre a capacidade comunicativa de seus filhos;
  3. 10 e 14 anos: exames padronizados para mensuração de habilidades verbais e de escrita e, novamente, medidas autorreportadas pelas mães sobre capacidade comunicativa.

O estudo envolveu dois passos centrais. No primeiro, foram utilizados métodos estatísticos para a extração de fatores latentesEm estudos de avaliação de políticas públicas e programas sociais, fatores latentes são características que não são observadas diretamente na amostra, mas que pesquisadores conseguem estimar a partir de um conjunto de respostas ou indicadores. Um fator latente funciona como um índice sintético: ele combina várias respostas observadas, atribui pesos diferentes a cada item conforme padrões encontrados nos dados e produz uma medida contínua. Esses fatores ajudam a reduzir a complexidade dos dados e a medir construtos abstratos de maneira consistente. que refletissem construtos gerais de habilidades em cada idade. Na etapa subsequente, modelos estatísticos de equações simultâneas foram aplicados a esses fatores latentes, com especificações que utilizavam variáveis de períodos passados como variáveis explicativas para períodos futuros. Os autores usaram estatísticas de resumo para avaliar a aderência do modelo aos dados observados.

O que aprendemos com o monitoramento e avaliação?

Foram documentadas, no artigo listado na seção abaixo, as seguintes evidências:

  • os resultados apresentados pelos autores são consistentes com a presença de forte persistência nos níveis de habilidades de linguagem apresentadas pelas crianças da amostra: diferenças individuais mais cedo tendem a ser carregadas ao longo do desenvolvimento via os níveis intermediários —nesse caso, observados aos 4 e aos 10 anos— da própria habilidade [1]
  • a estabilidade é mais forte de 4 a 10 anos e dos 10 a 14 anos do que de 20 meses a 4 anos, o que sugere um potencial maior de iniciativas voltadas à formação de habilidades de linguagem nesse último intervalo de tempo [1].
  1. A estabilidade da habilidade linguística central dos 20 meses aos 14 anos —capturada pelo efeito indireto padronizado, mediado pelas medidas intermediárias dessa habilidade— foi de 0,46.

Quais as fontes da informação?

  1. Bornstein, M. H., Hahn, C. S., Putnick, D. L., & Suwalsky, J. T. (2014). Stability of Core Language Skill from Early Childhood to Adolescence: A Latent Variable Approach. Child Development, 85(4), 1346-1356.
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