Estudo sobre Renda Universal Básica no Alaska Permanent Fund e Sensibilidade do Consumo das Famílias

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Estudo sobre Renda Universal Básica no Alaska Permanent Fund e Sensibilidade do Consumo das Famílias

Metanálise ou revisão de literatura
Publicado em 21/12/2025 Atualizado em 21/12/2025
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Qual era o objetivo?

Entender padrões no comportamento de consumo das famílias no recebimento de transferências de renda relevantes e de caráter permanente.

Onde e quando?

As informações abaixo referem-se a um estudo observacionalOs estudos observacionais analisam dados coletados em situações em que os pesquisadores não têm controle sobre a exposição dos indivíduos à política ou ao programa social, baseando-se na observação das associações entre variáveis em seus contextos naturais. Nesse tipo de estudo, que frequentemente recebe o nome de "experimento natural" ou "quase-experimento", diferenças entre os grupos podem ser influenciadas por fatores que limitam a capacidade de estabelecer relações causais entre o programa e resultados de interesse. Estudos observacionais se apoiam nas metodologias modernas de inferência causal para contornar esse problema, construindo contrafactuais convincentes. que utiliza dados de famílias do estado no período de 1980 a 2001.

Como era o desenho?

Alaska Permanent Fund foi um fundo criado no final da década de 1970 pelo governo do Alasca, nos Estados Unidos, por referendo público, em resposta aos altos rendimentos decorrentes do aumento vertiginoso da produção de petróleo na região. A partir de 1982, todas as pessoas, incluindo crianças, que residiam no estado há pelo menos 1 ano se tornaram elegíveis a receber parte dos dividendos pagos pelo fundo.

Ao longo do período do estudo, as transferências equivaliam a um pagamento total de 3.600 dólares para a família média do Alasca, com 2,8 membros, ou a 7% de suas despesas anuais.¹ Essas transferências constituíam, portanto, uma fonte substancial de renda para muitos domicílios. Além disso, o tema recebia considerável atenção da imprensa e das redes sociais, o que tornava a transferência amplamente antecipada pelas famílias do estado. A ideia central do estudo foi usar esse cenário para estudar os efeitos das flutuações na renda das famílias sobre o comportamento de variáveis de consumo ao longo do tempo.

O que aprendemos com o monitoramento e avaliação?

Foram documentadas, no artigo listado na seção abaixo, as seguintes evidências:

  • a introdução dos benefícios não teve efeito estatisticamente significanteChamam-se de estatisticamente significantes as estimativas de impacto que são distinguíveis de 0, após incorporadas à análise as incertezas associadas à generalização para outras amostras de indivíduos e estudos. sobre a participação na força de trabalho [1,3];
  • houve, além disso, na margem intensiva, aumentos de 10% a 17% (ou de 1,1 a 1,8 pontos percentuaisO efeito de um programa em termos percentuais (%) é diferente do efeito do programa em pontos percentuais! Por exemplo, se uma variável binária teria média de 10% na ausência da iniciativa, um impacto de 5 pontos percentuais representa um aumento de 50% (=5/10).) na parcela da população do estado empregada em trabalhos em tempo parcial e redução de cerca de 0,8 horas trabalhadas por semana, em média [1,3]
  1. O montante pago variou de 331 dólares por ano em 1984 a 1.000 dólares em 1996, atingindo 2.072 dólares em 2015.
  2. O artigo apresenta análises de heterogeneidade que evidenciam que esses efeitos são particularmente pronunciados entre mulheres casadas.

Quais as fontes da informação?

  1. Kueng, L. (2018). Excess Sensitivity of High-Income Consumers. The Quarterly Journal of Economics, 133(4), 1693-1751.
  2. Hsieh, C. T. (2003). Do Consumers React to Anticipated Income Changes? Evidence from the Alaska Permanent Fund. American Economic Review, 93(1), 397-405.
  3. Jones, D., & Marinescu, I. (2022). The Labor Market Impacts of Universal and Permanent Cash Transfers: Evidence from the Alaska Permanent FundAmerican Economic Journal: Economic Policy, 14(2), 315-340.
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