Envelhecer como produto social
A expectativa de vida ao nascer é, possivelmente, o indicador mais sintético e revelador do nível de desenvolvimento e da eficácia das políticas públicas de uma nação. No Brasil, evidenciam-se médias nacionais que ocultam diferenças que o olhar técnico não deveria negligenciar. Estudo recente desenvolvido pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (Imds) em parceria com o Cedeplar/UFMG, focado na intersecção entre território, sexo e cor, revela que a longevidade no País é um processo decorrente das diferenças entre homens e mulheres e o resultado de uma distribuição desigual de ativos sociais e de proteção estatal.
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