Estudo revela baixa mobilidade social no Brasil
O novo Atlas da Mobilidade Social revela que 48% dos brasileiros nascidos em famílias com renda de até R$ 2.000 permanecem nessa mesma faixa de renda na vida adulta, enquanto apenas 1,28% conseguem chegar ao topo da pirâmide social. A disparidade é ainda maior entre as mulheres: 65% das filhas de famílias de baixa renda permanecem na base da pirâmide, o dobro da taxa registrada entre os homens. Além disso, a chance de um jovem de baixa renda concluir o ensino superior é de apenas 1,58%. Segundo o pesquisador Leandro Rocha, um dos responsáveis pelo estudo, o país vive um cenário de forte imobilidade social. “O Brasil é um país muito estratificado. A renda das crianças é fortemente condicionada pela renda dos pais. Assim, quem nasce pobre permanece pobre; quem nasce rico permanece rico.” Para romper essa “armadilha da pobreza”, o pesquisador defende a adoção de políticas públicas integradas que vinculem saúde, saneamento e educação desde a primeira infância. Rocha enfatiza que o ano eleitoral é um momento importante para a população exigir propostas estruturais dos candidatos. “Precisamos mudar agora se quisermos ver resultados a longo prazo.”
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