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Programa-Piloto de Inclusão de Educação Financeira no Currículo do Ensino Médio no Brasil

Publicado em 20/10/2022 Atualizado em 11/04/2024
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Qual o objetivo?

Aprimorar o comportamento de jovens em finanças pessoais.

Onde e quando?

A iniciativa foi implementada entre os anos de 2010 e 2011 no Distrito Federal, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Ceará e Tocantins, estados do Brasil, no contexto de um estudo experimentalOs estudos experimentais utilizam mecanismos aleatórios (isto é, sorteios) para definir quem será e quem não será contemplado por um determinado programa ou política pública, garantindo que as diferenças futuras entre estes grupos possam ser atribuídas com maior credibilidade à intervenção em si - e não a diferenças entre quem é e quem não é "tratado". envolvendo aproximadamente 850 escolas.

Como é o desenho?

Desenvolvido pelo Ministério da Educação (MEC) e pelas secretarias estaduais e municipais em parceria com profissionais da área de finanças pessoais, psicólogos e sociólogos, o programa forneceu, aos alunos e professores do 2º e 3º anos do Ensino Médio, material didático que expunha conteúdos em educação financeira por meio de estudos de caso. Este material era formado por 72 estudos do tipo, que poderiam ser ensinados de forma integrada ao currículo básico de todas as matérias obrigatórias – incluindo Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, História e Geografia -, durante três semestres. As escolas participantes também recebiam diretrizes gerais para ensino e material de apoio para treinamento dos professores.

O que aprendemos com o monitoramento e avaliação?

Foram documentados, em artigo listado na seção abaixo, as seguintes evidências a respeito do impacto causal do programa nos alunos matriculados nas escolas participantes:

  • ao final dos três semestres de programa, a integração dos conteúdos melhorou em 5% o desempenho dos alunos em um teste elaborado para medir a proficiência financeira [1];
  • no mesmo período, a intervenção também aumentou em 12% e 13%, respectivamente, a frequência com que os alunos diziam considerar-se poupadores (em comparação a “gastadores”) e que diziam poupar pelo menos parte de sua renda [1];
  • comportamentos ligados à organização das finanças pessoais também melhoraram como resultado do programa: a frequência com que os alunos diziam listar os gastos mensais em um orçamento aumentou por volta de 20% e o costume de comparar preços antes de realizar uma compra teve frequência 1% maior [1];
  • há também indícios de que o novo currículo estimulou a participação dos jovens na força de trabalho enquanto trabalhadores em 5% [1];
  • todos os impactos positivos descritos acima foram acompanhados por um aumento na frequência com que os alunos teriam pedido dinheiro emprestado (10%) [1].

Quais as fontes bibliográficas dessa informação?

  1. Bruhn, M., Leão, L.S., Legovini, A., Marchetti, R., & Zia, B. The Impact of High School Financial Education: Evidence from a Large-Scale Experiment in Brazil. American Economic Journal: Applied Economics, 8(4), 256-295.

Estamos trabalhando para que as páginas contemplem toda a evidência documentada sobre o tema e estejam sempre atualizadas. Se você quiser sugerir algum artigo, entre em contato.