Descentralização do Sistema Público de Ensino na Argentina
Descentralização do Sistema Público de Ensino na Argentina
Qual era o objetivo?
Levar processos decisórios para o nível local e aumentar a eficiência no uso dos recursos educacionais.
Onde e quando?
O processo ocorreu entre 1992 e 1994, na Argentina. Os resultados abaixo se referem a um estudo observacionalOs estudos observacionais analisam dados coletados em situações em que os pesquisadores não têm controle sobre a exposição dos indivíduos à política ou ao programa social, baseando-se na observação das associações entre variáveis em seus contextos naturais. Nesse tipo de estudo, que frequentemente recebe o nome de "experimento natural" ou "quase-experimento", diferenças entre os grupos podem ser influenciadas por fatores que limitam a capacidade de estabelecer relações causais entre o programa e resultados de interesse. Estudos observacionais se apoiam nas metodologias modernas de inferência causal para contornar esse problema, construindo contrafactuais convincentes. que utiliza dados de crianças afetadas que passavam pela educação básica entre 1994 e 1999.
Como era o desenho?
As medidas transferiram aos governos provinciais do país o controle das escolas secundárias nacionais, com atribuições da responsabilidade pelas áreas de planejamento e orçamento, alocação de recursos, gestão, contratação e formação de pessoal.
O que aprendemos com o monitoramento e avaliação?
Foram documentadas, no artigo listado na seção abaixo, as seguintes evidências a respeito do impacto causal do processo de descentralização sobre escolas que estavam sob o controle do governo central argentino:
- entre 1992 e 1994, 31,7% das escolas nacionais passaram ao controle das províncias [1];
- aumento de 14% a 22% de um desvio-padrãoO desvio-padrão mede a dispersão de valores de uma variável —valores mais altos indicam maior ocorrência de valores longe da média e valores mais baixos refletem maior concentração de valores próximos à média. Uma forma de interpretar efeitos medidos na escala de desvios-padrão, que é usada para tornar comparáveis provas usadas em diferentes contextos, é: "A cada aumento de 10% de um desvio-padrão equivale, aproximadamente, um salto de 4 posições a partir do aluno mediano (isto é, na posição 50)". Um aumento de 30% de um desvio-padrão, por exemplo, equivaleria a passar da posição 50 para a posição 62 (isto é, 30%/10% x 4 posições). Essas aproximações se tornam menos precisas para efeitos muito grandes. nas notas em exames padronizados de Matemática e de 25% a 33% de um desvio padrão nas notas em exames padronizados de Língua Espanhola, no horizonte de 2 a 5 anos após a mudança de controle pelas instâncias administrativas [1];
- os efeitos descritos acima são resultado de aumentos particularmente pronunciados para municípios com baixos índices de vulnerabilidade, e não há evidências de qualquer tipo de efeito sobre os municípios com altos índices de vulnerabilidade [1].
Quais as fontes da informação?
- Galiani, S., Gertler, P., & Schargrodsky, E. (2008). School Decentralization: Helping the Good Get Better, But Leaving the Poor Behind. Journal of Public Economics, 92(10-11), 2106-2120.