Mobilidade social no Brasil: o que fizemos em 2025 e os desafios para acelerar a mudança no futuro
O ano de 2025 se encerra com um retrato ambíguo da mobilidade social no Brasil. Houve avanços relevantes em indicadores de emprego e redução da pobreza, mas eles seguem insuficientes para alterar as estruturas profundas que sustentam a desigualdade no País. Os dados do Atlas da Mobilidade Social, elaborado pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (Imds), são eloquentes: menos de 2% das crianças pertencentes à metade mais pobre da população conseguem alcançar o grupo dos 10% mais ricos na vida adulta, e apenas 10,8% dos jovens oriundos dos 50% mais pobres chegam aos 25% mais ricos. Além disso, somente metade dos brasileiros nascidos na década de 1980 supera a renda de seus pais, um sinal de estabilidade intergeracional que, embora relevante, está longe de representar transformação estrutural.
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