2026 - Edição 90 | 10 de fevereiro |
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Imds faz visita técnica à SDE-SP |
No encontro foram acertados os encaminhamentos da Meta 3 do plano de trabalho |
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No âmbito do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (Imds) e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo (SDE-SP), o Imds realizou, em 04 de fevereiro, sua terceira visita técnica à Secretaria. O encontro teve como objetivo apresentar a consolidação dos principais resultados alcançados nas Metas 1 e 2 do plano de trabalho, bem como discutir os encaminhamentos e as etapas previstas no escopo da Meta 3.
A execução da Meta 1, voltada à análise do desenho e da estruturação da Política de Inclusão Produtiva e Empregabilidade, foi desenvolvida em três etapas complementares e contou com a realização de duas oficinas presenciais com equipes da SDE-SP. A primeira etapa consistiu no levantamento de potenciais problemas que poderiam ser enfrentados pela política, em um momento em que seu desenho ainda estava em construção, a partir de evidências da literatura e da análise do contexto de atuação da Secretaria. Esse levantamento foi discutido, validado e priorizado em uma primeira oficina, permitindo identificar quais os principais problemas enfrentados pela política.
A segunda etapa envolveu a construção da cadeia causal da Teoria de Mudança, combinando os problemas priorizados com entrevistas realizadas com atores-chave da Secretaria, com o objetivo de aprofundar a compreensão sobre os objetivos da política e suas estratégias de implementação. A cadeia causal construída foi, então, validada em uma segunda oficina presencial com equipes da SDE-SP, assegurando alinhamento conceitual e aderência à lógica da política. Por fim, a terceira etapa consistiu na análise dos riscos associados à implementação da política, incluindo a identificação dos principais riscos, a avaliação de sua probabilidade de ocorrência e de seu potencial impacto, bem como o levantamento de ações de mitigação.
A Meta 2 foi dedicada ao desenho do sistema de monitoramento da política. O trabalho foi também estruturado em três etapas, desenvolvidas com intensa participação assíncrona das equipes da SDE-SP. Na primeira etapa, foi realizada a priorização das atividades da Teoria de Mudança que deveriam constituir o foco do sistema de monitoramento. Em seguida, essas atividades subsidiaram a elaboração de questões avaliativas, orientadas a responder de forma sistemática como e com qual qualidade a política vem sendo implementada. Por fim, na terceira etapa, foi realizada a construção de indicadores capazes de responder às questões avaliativas definidas, estruturando o sistema de monitoramento a partir da lógica avaliativa da política.
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Atualmente em execução, a Meta 3 corresponde à fase de avaliação ex-ante da política e está mais uma vez organizada em três etapas. A primeira etapa tem como objetivo a mensuração da magnitude do impacto potencial da política. Para isso, está sendo realizada, em primeiro lugar, uma revisão sistemática da literatura, que inclui a definição das perguntas de pesquisa, a realização de buscas estruturadas, a seleção de estudos com base em critérios de inclusão e exclusão, a extração e tabulação dos dados dos artigos incluídos, a avaliação da heterogeneidade dos efeitos estimados, bem como a interpretação dos resultados e a formulação de conclusões. No momento, os trabalhos concentram-se precisamente na definição das perguntas de pesquisa que irão orientar essa revisão. Ainda no escopo da primeira etapa, será realizada a estimação do impacto potencial da política por meio de simulações, utilizando dados secundários e hipóteses explicitadas.
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Concluída essa etapa, a Meta 3 avançará para a identificação da usabilidade e da utilidade da avaliação, com vistas à definição do escopo mais adequado para a avaliação da política, considerando sua aplicabilidade prática e seu potencial de apoio à tomada de decisão. Por fim, a terceira etapa consistirá na elaboração do plano de avaliação de impacto, que envolverá a análise da plausibilidade do impacto esperado, bem como a definição da estratégia de identificação e dos parâmetros a serem adotados em uma eventual avaliação de impacto.
Embora a execução da Meta 3 ainda represente um caminho a ser percorrido, entendemos que o trabalho desenvolvido conjuntamente até aqui é estratégico justamente por fortalecer a capacidade da política de aprender com a própria implementação e de qualificar a tomada de decisão ao longo do tempo, contribuindo para o seu aperfeiçoamento contínuo.
A parceria entre o Imds e a SDE-SP reforça nosso compromisso de auxiliar as administrações de Entes subnacionais no estabelecimento de políticas públicas visando o aumento da mobilidade e do desenvolvimento social.
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Até a próxima "Carta do Imds"!
Paulo Tafner
Diretor-presidente
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