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Carta do Imds - 05 de Setembro de 2023
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2023 - Edição 26 | 05 de setembro

Imds atualiza painéis que dissecam recortes socioeconômicos

“Crianças e Adolescentes” e “Evasão Escolar” estão entre os conjuntos de indicadores aos quais o instituto acaba de incorporar novos dados

Olá, *|NOME|*

    A formulação de políticas públicas voltadas à mobilidade social requer o uso de indicadores que permitam dimensionar, aproximar ou traduzir aspectos da realidade social e econômica, além de quantificar a alocação de recursos ou produção de bens e serviços disponibilizados. O Imds apresenta em seu site uma série de painéis temáticos que reúnem vários desses indicadores, permitindo ao usuário explorar diversos temas e recortes socioeconômicos. Além disso, o instituto se preocupa em manter os dados atualizados, possibilitando análises com as informações mais recentes disponíveis.

  No painel “Crianças e Adolescentes”, que se debruça sobre a situação, no Brasil, da pobreza e extrema pobreza monetária desse grupo etário (0 a 17 anos), a atualização com os dados da PNAD 2022 mostra que houve uma redução do número de crianças e adolescentes pobres (de 18,9 para 15,5 milhões) e extremamente pobres (de 8,1 para 5,6 milhões) entre 2021 e 2022.

    O painel também compara as características entre crianças e adolescentes que vivem em domicílios pobres e aqueles que vivem em domicílios com renda per capita entre as 20% maiores do País. Uma das diferenças é o nível de escolaridade dos responsáveis: 67,9% das crianças em situação de pobreza têm responsáveis que não completaram o ensino médio, enquanto entre as crianças mais ricas esse percentual é de apenas 8,5%. Outra diferença é a situação educacional das próprias crianças: 30,4% das crianças mais pobres têm um ano ou mais de atraso escolar, entre as mais ricas esse índice é de 12,3%. Além disso, 3,3% das crianças mais pobres não frequentam a escola, contra apenas 0,4% das mais ricas.

    No painel “Evasão Escolar” foram atualizados os indicadores educacionais sobre a situação dos jovens de 15 a 21 anos em relação à escolaridade. Ele mostra quantos jovens estão estudando ou que estão fora da escola, e quantos concluíram ou não a educação básica. Os dados revelam uma grande desigualdade entre os jovens mais pobres e mais ricos. Em 2022, entre os jovens de 20 e 21 anos que pertencem aos 40% da população com menores rendas, 31,7% não estavam na escola e não tinham concluído a educação básica. Entre os jovens da mesma faixa etária que pertencem aos 40% da população com maiores rendas, esse percentual era de apenas 10,6%, ou seja, um terço. A atualização referente a 2002 permite a análise dos motivos para a evasão escolar –como o IBGE não apresentou o suplemento sobre educação da PNAD durante a pandemia, a análise anterior se referia a 2019. Em 2022, entre os homens de 15 a 21 anos, o principal motivo declarado para a evasão foi a necessidade de trabalhar (40,97%). Entre as mulheres da mesma faixa etária, o principal motivo declarado foi a gravidez (23,6%).

    Outro painel, o “Eleições” apresenta diversos temas relevantes para o debate bem informado sobre políticas públicas e para a elaboração de programas de governos estaduais. Eles foram atualizados recentemente e abrangem áreas como Saúde, Educação, Assistência Social, Habitação, Segurança, Mobilidade Social, Mercado de Trabalho e Atividade Econômica. Com eles, é possível fazer uma análise detalhada das condições de cada estado brasileiro. Por exemplo, na área de Educação, um dos indicadores mostra a influência do nível de escolaridade da mãe no desempenho dos alunos do 3º ano do Ensino Médio em matemática no SAEB em 2022. No Rio Grande do Norte, os alunos cujas mães completaram o Ensino Médio tiveram uma proficiência adequada em matemática 10 pontos percentuais (p.p.) a mais do que os alunos cujas mães não completaram o Ensino Fundamental. No Amapá, essa diferença foi de apenas 1 p.p., e no Distrito Federal, de 6 p.p. Já na área da Saúde, um dos indicadores mostra a proporção da população que recebeu as vacinas recomendadas pelo Ministério da Saúde em 2022. No Amazonas, a taxa de cobertura vacinal foi de 71%, enquanto no Rio de Janeiro foi de apenas 51%.

    Esperamos que você tenha se interessado por esse assunto e que acesse os painéis em nosso site. Lá você encontrará muitas outras possibilidades de análises disponíveis.

     Até a próxima "Carta do Imds"!

     Paulo Tafner

     Diretor-presidente


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Enviado por Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social – Imds

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