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Carta do Imds
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Mobilidade social: o permanente desafio de apontar caminhos baseados em evidências

Há pouco mais de dois anos o Imds iniciava sua jornada para acompanhar, avaliar e propor a execução de políticas públicas de impacto nos vetores que aceleram a mobilidade e o desenvolvimento social

Olá, *|NOME|*

          Nesta segunda “Carta do Imds” gostaríamos de lembrar as origens do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social e seus principais objetivos. A visão, logo ao iniciarmos em 2020, era clara: ser a principal plataforma de estudos sobre mobilidade social do Brasil e fonte confiável de conhecimento para gestores públicos, pesquisadores, tomadores de decisão, mídia e demais interessados na área. Desde então produzimos dezenas de indicadores do Brasil e do mundo; analisamos a evolução da mobilidade educacional no Brasil desde a década de 1920; mapeamos a pobreza infantil e na adolescência; analisamos os efeitos da Covid-19 em diversas dimensões da vida social, e realizamos eventos e seminários.

          Nossos primeiros trabalhos exploraram a mobilidade intergeracional no Brasil: cinco painéis de indicadores e um relatório revelaram o quanto o desempenho acadêmico depende da escolaridade dos pais. A repercussão veio cedo e de forma maiúscula: “Só 5% de filhos de pais sem instrução acabam ensino superior no País”, destacava a manchete de primeira página do jornal “O Estado de S.Paulo” na manhã de 25 de novembro de 2020, uma quarta-feira.

          Os estudos esmiuçados pela reportagem detalhavam que essa proporção é de 70% para aqueles cujos pais têm mais do que 16 anos de estudo. Se o corte for apenas no ensino médio completo, as diferenças ainda são enormes: apenas 26% para filhos de pais sem instrução, comparado a 95% para filhos de pais com diploma de bacharel. Essa relação desigual é o que caracteriza a baixa mobilidade educacional brasileira. E ela impacta outros indicadores: por causa dela, não mais do que 9% dos brasileiros filhos de pais sem instrução ganham salário mensal superior a três salários-mínimos, comparado com 70% de quem é filho de pai bacharel.

          Começava ali a conexão do Imds, de seus fundadores, diretores e da sua equipe de pesquisadores com a opinião pública. De lá para cá fomos pauta em dezenas de veículos de comunicação, exposição essencial para que uma instituição dessa natureza maximize o atingimento de seus objetivos e estimule seus apoiadores, sua equipe e todos no seu entorno.

          Temos muita coisa para contar, e é o que você sempre encontrará nesta carta, o novo canal de diálogo do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social. Mais uma vez, bem-vindo e bem-vinda ao Imds. Acompanhe nossa atuação por aqui e pelo nosso site www.imdsbrasil.org. Assista e divulgue nosso vídeo institucional. Estamos também no LinkedIn.

E até a próxima “Carta do Imds”!
Paulo Tafner, diretor-presidente

Enviado por Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social – Imds

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